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Quem resiste a uma bela torta de chocolate? Se tiver cobertura então... A satisfação que o corpo sente quando consome açúcar é culpa da sacarose. Ela aumenta a produção de serotonina e de dopamina, neurotransmissores responsáveis pelo humor e pela sensação de prazer, respectivamente. O efeito é instantâneo: à primeira mordida, a substância entra direto no sangue, traduzindo "aquele" doce em uma indescritível felicidade.
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Da cana à beterraba
Tudo começa com a moagem da cana-de-açúcar. O caldo obtido é engrossado e vira um melado, que passa por várias etapas de cristalização. Primeiro é conseguido o açúcar mascavo, que mantém intactas as vitaminas e sais minerais. O açúcar demerara é obtido por meio de um processo especial, que não utiliza aditivos químicos no processo de branqueamento e clarificação. Ainda há outras opções, como o açúcar orgânico, em que não são usados adubos nem fertilizantes químicos, e que tem valores nutricionais similares ao mascavo.
Mas os nutrientes não agüentam as modificações que acontecem nas fases do refino. "O açúcar refinado é rico em calorias vazias, que não alimentam e não nutrem o nosso organismo", explica a nutricionista Vanessa Leite. O mascavo e o demerara são mais saudáveis, pois não passam por tantos processos químicos. "Ambos apresentam valores nutricionais similares. São naturais e possuem vitaminas e sais minerais, com destaque para cálcio e ferro", diz a especialista.
Só não pense que todo açúcar é de cana. Existe um tipo que provém da beterraba e é muito utilizado na Europa. A extração é feita a partir de uma espécie branca, diferente da roxa a que estamos acostumados. Mas quanto aos benefícios à saúde, não figura entre os principais. "Ele é igual ao refinado. O mais saudável continua sendo o mascavo", alerta Vanessa.
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