A solução da menstruação > Hora para chegar

Irregularidades na menstruação são comuns, costumam variar com a idade da mulher, e normalmente são motivados por anormalidades hormonais. Mas existem casos em que esses pequenos sangramentos fora de hora não são considerados um problema. "Existem pessoas que na hora da ovulação têm um escape menstrual. Isso se dá no momento da alternância de hormônios [...]

por Redação

Irregularidades na menstruação são comuns, costumam variar com a idade da mulher, e normalmente são motivados por anormalidades hormonais. Mas existem casos em que esses pequenos sangramentos fora de hora não são considerados um problema. "Existem pessoas que na hora da ovulação têm um escape menstrual. Isso se dá no momento da alternância de hormônios produzidos pela hipófise. O endométrio não segura e a pessoa tem o que chamamos de ‘spot ovariano'. Algumas mulheres apresentam isso com regularidade", afirma a Dra. Sonia Valentim. A ginecologista lembra que cada caso merece uma análise específica e que a irregularidade, quando diagnosticada como anormal, pode ser tratada com medicamentos.

A menstruação irregular é um dos sintomas da síndrome dos ovários policísticos, uma alteração no funcionamento do órgão, que não consegue manter os níveis hormonais adequados e promover a ovulação. "Uma descoberta recente mostrou que a mulher com ovário policístico tem alterações nas taxas de insulina e pode ter mais propensão a diabetes, por exemplo. É um problema que afeta o corpo inteiro e atinge muitas mulheres", esclarece o Dr. Eduardo Zlotnik.

O problema ainda não é classificado como doença, por não se conhecer inteiramente seus mecanismos e apresentar sintomas variados entre as mulheres, como aparecimento de espinhas, produção excessiva de pelos. "Há 15 anos, se operava uma paciente com ovários policísticos. Hoje, tratamos por meio de pílulas anticoncepcionais, que controlam os níveis de hormônio e deixam o ovário sossegado", diz.

Se um feijão pode crescer em um algodão, acrescentando apenas água, imagina o que não pode acontecer com o absorvente

Absorventes internos

Não se pode negar a praticidade dos absorventes internos. Utilizados desde a década de 50 na Europa, no Brasil a partir dos anos 70, eles são amplamente recomendados, desde que alguns cuidados não sejam esquecidos. "Ele deve ser trocado a cada três ou quatro horas. O algodão é um meio de cultura. Sempre digo às minhas pacientes: ‘Se um feijão pode crescer em um algodão, acrescentando apenas água, imagina o que não pode acontecer. A vagina é um meio contaminado e o sangue também não deixa de ser um meio de cultura", alerta a Dra. Sonia Valentim.

Segundo ela, pessoas que usam o absorvente interno durante longos períodos estão sujeitas a problemas, como uma síndrome de disseminação bacteriana. Por isso, cuidado: nada de querer dormir com este tipo de absorvente. Respeitando a regularidade de trocas, não há contra-indicações para o uso do absorvente interno, que além de prático, auxilia na diminuição do fluxo menstrual, por meio do efeito de tamponamento.

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