A pílula do homem

Seu namorado esqueceu de tomar a pílula? Em breve, isso pode ser real!
por admin

"Estou cansada de tomar pílula. Ainda não inventaram nada que o homem possa tomar para não engravidar a mulher?"

Pois é, minha gente, ainda não existe um medicamento específico para isso, mas as pesquisas não param. Há mais de 20 anos os laboratórios vêm testando novos métodos capazes de inibir a fertilidade masculina de forma reversível. Até o momento, os dois únicos métodos anticoncepcionais disponíveis para os homens são a camisinha e a vasectomia, este último com poucas possibilidades de reversão.

Hoje o panorama está mudando e medicamentos promissores estão surgindo. Dentre as novidades em fase mais avançada de testes estão o uso de um implante subcutâneo à base de testosterona (hormônio masculino), substituído a cada quatro meses, associado a injeções trimestrais de progesterona (hormônio feminino). O objetivo principal desse método é interromper a produção de espermatozóides ou reduzi-la a níveis tão baixos que impossibilitem a fecundação. E é claro, tudo isso pode voltar ao normal a partir da interrupção do método.

Só que nem tudo são flores: um dos efeitos colaterais descritos com o uso desse método é a redução do desejo sexual do homem, e aí o negócio fica difícil... não vai engravidar, mas também vai ficar sem vontade de transar! Por isso, as pesquisas continuam e não param.

A mais recente notícia foi a criação de uma pílula que, ao invés de mexer com os hormônios masculinos, atuaria numa região na genitália do homem chamada ducto deferente. São dois canais bem fininhos (um para cada testículo) que servem como passagem aos espermatozóides, depois que saem do local onde ficam armazenados - no epidídimo testicular. Essa pílula experimental contém uma substância que impediria a contração da musculatura do ducto deferente. Dessa forma, bem relaxada, essa musculatura fica sem força suficiente para expelir os espermatozóides durante a ejaculação.

O interessante é que o homem continuaria ejaculando, só que o esperma ficaria sem os espermatozóides enquanto se está utilizando o medicamento. Segundo as pesquisas, o homem voltaria a ficar fértil aproximadamente 12 horas após tomar o último comprimido. Algo muito parecido acontece quando se faz a vasectomia, mas com uma diferença básica: nela, os ductos deferentes são obstruídos cirurgicamente e a chance de voltar atrás e reverter o procedimento é muito pequena.

Parece bom, não é mesmo? Para os especialistas, essa proposta seria a ideal. O problema é que ela nem sequer começou a ser testada! Se a idéia for para frente, deve demorar ao menos cinco anos para chegar ao mercado.

Pelo visto, ainda temos um longo caminho a percorrer até encontrar novos métodos anticoncepcionais eficazes e reversíveis que permitam uma maior participação dos homens no planejamento familiar, mas com certeza um dia chegaremos lá!

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