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Já se foi o tempo em que apenas os marmanjos se acotovelavam numa arquibancada lotada ou à frente da TV de um botequim para ver a bola rolar em campo. Assim como os homens, a ala feminina gosta de assistir a jogos de futebol, e faz questão de torcer pelo time de coração. Corintiana roxa, a apresentadora Sabrina Sato convive desde pequena com o mundo futebolístico. Foi ao lado do avô, dos pais e dos irmãos que a paulistana se tornou uma torcedora fanática. "Gosto de acompanhar todos os jogos e sempre que posso vou até lá assistir. Eu sofro, grito muito em cada partida", diz.
Casada com o ator e apresentador Marcio Garcia, a nutricionista Andrea Santa Rosa confessa que divide o seu coração entre dois amores: o Flamengo, time do marido, e o Palmeiras, pelo qual torce desde a infância. "Gosto de assistir porque é uma cultura que existe na minha família. Todos lá em casa sempre gostaram muito de futebol e acabei amando também. Meu pai é corintiano, então sempre rolou aquela gozação quando um perdia. Mas o que me fascina mesmo é a vibração da torcida quando sai um gol, aquela ansiedade nos minutos finais, aquele frio na barriga", explica.
Para a jornalista Leda Nagle, o conjunto da obra que envolve o show do gramado atrai completamente a sua atenção. Ela enumera os motivos. "Gosto de tudo! O jogo, a garra, a beleza do lance, o gol", conta a apresentadora, que, por ter nascido na cidade mineira de Juiz de Fora, torce para o Atlético Mineiro, mas, moradora do Rio, admite uma queda pelo Flamengo.
Na hora de revelar seus jogadores preferidos, não pense que as mulheres escolhem seus ídolos pela grossura das pernas em campo. O que conta ponto a favor é a habilidade como atleta. Leda aposta em Zico, craque do Flamengo nos anos 80, Sabrina fica com Ronaldo Fenômeno e Andrea vota em Roberto Carlos. A mulher de Márcio Garcia tem na ponta da língua o momento mais marcante de um jogo. "Gosto da emoção de uma virada e sempre vejo os jogos com meus filhos", diz Andrea, mãe de Pedro, Nina e Felipe.
O vibrante jogo entre Brasil e Itália na Copa de 94, em que a seleção venceu o adversário nos pênaltis, foi o momento mais emocionante para Sabrina, que não se considera uma grande entendedora do assunto: "Mas sempre discuto com todo mundo", acrescenta.
Aproveitando a deixa da integrante do humorístico "Pânico na TV", da Rede TV!, o mito de que mulher não entende nada de futebol perdura? "Sei um pouco mais do que a maioria das mulheres, porque venho de uma família que gosta de assistir e torcer. Sei o que é um lateral direito, um zagueiro, se há impedimento, quando o juiz está roubando. Mas não sei dizer as escalações, os nomes dos jogadores de cada time", assume Andrea.
Leda se considera uma torcedora, não uma especialista. "Às vezes sou fanática, em outras, histérica. Alegre nas vitórias e triste nas derrotas. Não posso comentar nada de jogo porque sou totalmente passional", conclui a apresentadora do "Sem Censura", da TV Brasil, que prefere assistir a campeonatos em casa, tomando uma cervejinha e "dizendo as barbaridades que quiser e que só eu possa ouvir".
Em ano de Copa do Mundo, Sabrina Sato adia todo e qualquer compromisso para participar da maior festa do futebol na Terra. "Vou para a África do Sul, com certeza. Não posso perder!", exagera.
Por causa de compromissos profissionais do par, a eleita de Márcio Garcia arrumou um jeito de driblar o contratempo. "Vamos reunir os amigos em casa, comprar corneta, peruca, fazer almoço para ver os jogos ou, quem sabe, happy hours. Tudo para fazer uma festa e ver a seleção mandando muito bem".
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