Cá entre nós
07 de Setembro de 2008
Energia também para recordar
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, chegou à conclusão de que atividades físicas ajudam pessoas a partir dos 50 anos a melhorar a memória. Depois de testes com 138 voluntários nessa faixa etária que apresentavam dificuldade de lembrar as coisas, descobriu-se que os idosos que se exercitavam moderadamente em três seções de 50 minutos por semana, por 24 semanas, obtiveram resultadores melhores em relação aos que nada praticavam.

O bom desempenho se deu em testes de cognição e em uma prova que detecta sinais de demência. O estudo buscou analisar pessoas com problemas moderados de memória, pois, segundo os especialistas, esse tipo de desordem agravaria mais os riscos de uma possível demência no futuro.

Exames posteriores revelaram, ainda, que os benefícios persistiram por mais um ano após o fim do programa de exercícios. De acordo com os centistas, a prática de atividades como esportes leves e caminhadas ajuda o sistema cardiovascular a se manter sadio e pode, com isso, melhorar as funções cognitivas ao aumentar a circulação de sangue no cérebro.

Notícia da BBC Brasil Faça seu comentário.
06 de Setembro de 2008
Culpe o DNA!
Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, dizem ter descoberto um gene "responsável" por dificuldades no relacionamento e até mesmo pelo fim de alguns casamentos. Eles analisaram o DNA de 550 gêmeos e seus parceiros e entregaram um questionário aos participantes de ambos os sexos. Comparando as respostas com a formação genética de cada um, os pesquisadores identificaram uma ligação entre uma variante específica de um gene e a forma como os homens se sentem mais ou menos unidos a suas mulheres.

De acordo com o estudo, os homens que possuem uma ou duas cópias da variante 334 do gene AVPR1A costumam se comportar de forma diferente nas relações amorosas do que os que não têm tal variante. Os que tinham, apresentavam menos chances de se casar, por exemplo. Já aqueles com duas cópias da variante tendiam duas vezes mais a passar por uma crise no relacionamento, no período de um ano. Além disso, as mulheres casadas com homens que tinham uma ou duas cópias do 334 estavam, em média, menos satisfeitas do que as casadas com homens sem a variante.

Segundo os cientistas, o gene AVPR1A serve como receptor da vasopressina, um hormônio encontrado no cérebro da maioria dos mamíferos e que parece influenciar na formação de uma ligação entre parceiros.

Resta saber quem vai querer fazer um exame de DNA para saber se o seu parceiro pode ter ou não a intenção abandoná-la...

Notícia do MSN Comente (2 comentários)
05 de Setembro de 2008
Vai pra cama!

Um estudo feito por cientistas da Universidade de Haifa e da Faculdade Jezreel Valley, em Israel, comprovou o que os pais já desconfiavam: crianças e jovens que têm TV e computador em seus próprios quartos tendem a dormir menos que aqueles que não têm. A pesquisa analisou hábitos de 444 estudantes com idade média de 14 anos.

Segundo o trabalho dos pesquisadores, as crianças que possuem os aparelhos no mesmo ambiente de suas camas dormem em média meia hora mais tarde que as outras, ainda que sejam obrigadas a acordar no mesmo horário no dia seguinte.

Sobre os hábitos alimentares, cerca de 20% desses jovens afirmam comer em frente à televisão regularmente e apenas 10% nunca fazem isso. De acordo com os cientistas, quanto mais a criança usa os equipamentos, maior a chance de que desenvolva o costume de fazer refeições na companhia deles.

Notícia da BBC Brasil

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04 de Setembro de 2008
Direitos iguais?

Uma pesquisa recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que, em todo o mundo, as mulheres ainda ganham menos dos que os homens desempenhando funções equivalentes. Mesmo com mais anos de estudo e especializações que eles, no total, elas recebem 78% do salário masculino.

Na América Latina, as maiores diferenças entre as remunerações se encontram na Guatemala, no Peru, no México, na Bolívia e no Brasil. O Uruguai e a Colômbia são os países onde os salários femininos costumam ser melhores. No mundo, a menor diferença acontece nos países nórdicos - o índice não chega a 12%.

De acordo com a OIT, a discriminação maior nesse quesito (como a que ocorre na América Latina) se deve a uma série de fatores como a desigualdade na divisão dos trabalhos domésticos, o número elevado de mulheres em empregos temporários ou sem carteira assinada, e a dedicação feminina aos filhos e à família.

A igualdade entre os sexos na remuneração é um dos princípios da OIT, mas poucos países cumprem a exigência. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, pretende ratificar em breve o primeiro projeto de lei na América Latina sobre o tema. Em alguns países europeus, assim como no Canadá, é obrigatório o pagamentos de salários iguais para homens e mulheres no mesmo cargo, e o empregador que não respeitam a legislação são punidos.

Notícia do Globo Online

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03 de Setembro de 2008
Sem cair do salto
Sabe quando você se arrumou tanto para uma festa que acabou se atrasando além da conta, e sai correndo com aquele sapato de salto 12, podendo cair a qualquer momento? Bom, talvez você não goste muito da atividade, mas foi assim que 275 australianas disputara uma corrida - em cima do salto alto.

Elas quebraram o recorde mundial para o maior número de corredoras de salto em uma competição. As mulheres tinham que completar um percurso de 80 metros em Sydney, na Austrália, com sapatos de mais de 7 centímentros de altura.

A vencedora, a atleta profissional Brittney McGlone, ganhou 5 mil dólares australianos e um par de sapatos de salto dourado.

E você, toparia uma corridinha?

Notícia da BBC Brasil Comente (3 comentários)
02 de Setembro de 2008
Sentindo na pele
Experiências emocionalmente dolorosas sobrevivem mais tempo na memória do que a dor física - é o que diz um estudo da Universidade Purdue, em Indiana, Estados Unidos. Os voluntários que participaram da pesquisa foram estimulados a relembrar dores físicas e emocionais que tinham vivenciado nos últimos cinco anos. Depois, foram submetidos a um teste mental, em que quanto mais dolorosa fosse a lembrança da experiência, pior seria o desempenho. De acordo com o resultado, as lembranças de dores emocionais eram muito mais vívidas que as outras.

Os psicólogos disseram que é muito mais difícil recordar de feridas no corpo do que lembrar de um sofrimento "social". Uma das hipóteses para isso é a evolução do córtex cerebral, que processa pensamentos complexos, além de percepção e linguagem. Isso possibilitaria a atual capacidade que os humanos têm de se adaptar, de se relacionar e de responder à dor associada a interações sociais. É possível também que o sofrimento emocional seja processado em uma parte do cérebro diferente da que processa a dor física, e que, por isso, a "duração" da dor seja diferente.

Notícia da BBC Brasil Comente (1 comentário)
01 de Setembro de 2008
Espermatozóides fritos

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Giessen, na Alemanha, a temperatura dos assentos aquecidos, disponíveis em alguns carros, é prejudicial aos homens, podendo afetar a produção de espermatozóides e, conseqüentemente, a fertilidade. Isso porque, para que essa produção aconteça de forma satisfatória, a condição ideal é que os testículos estejam um ou dois graus abaixo da temperatura média do corpo (37ºC).

Os pesquisadores analisaram a temperatura dos testículos de 30 homens saudáveis que passaram 90 minutos sentados em poltronas aquecidas. A temperatura média observada aumentou para 37,3ºC e a máxima foi de 39 ºC. Apesar do aumento relativamente pequeno na temperatura, a diferença, segundo especialistas, é suficiente para prejudicar o processo de produção de espermatozóides.

Notícia da BBC Brasil

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31 de Agosto de 2008
Beija eu...
Beijar é bom, não é? Mas já pensou que mulheres e homens podem ter percepções bastante diferentes a respeito desse ato? Uma pesquisa feita pela Universidade de Albany, no Canadá, revela que, para 60% das mulheres, o primeiro beijo com o futuro parceiro é uma poderosa ferramenta para prever se aquele relacionamento pode dar certo. No entanto, para os homens, o ato já não tem a mesma importância. Enquanto elas avaliam a relação através do toque nos lábios, eles apenas usam o beijo para expressar o desejo sexual.

Segundo a pesquisa, feita com quase dois mil estudantes, 85% das mulheres garantem que não fariam sexo sem antes beijar o parceiro, ao passo que somente 50% dos homens afirmaram o mesmo. Além disso, metade dos homens revela que beijam com o intuito de levar a mulher para a cama, enquanto 30% das mulheres disseram que o ato de beijar está sempre associado ao sexo. Elas também preferem beijar somente quando se sentem relaxadas e de bem com o parceiro. Já eles valorizam mais o beijo depois de uma discussão.

Em entrevista com cerca de 200 casais, um sexólogo brasileiro também descobriu que 70% dos homens evitam o beijo na boca durante a relação sexual. A incompatibilidade ou a falta de beijos pode originar ou detectar problemas como a falta de orgasmo feminino, a impotência e a ejaculação precoce.

Outro estudo, feito pela Universidade de Lafayette, nos Estados Unidos, indica que a quantidade de testosterona presente na saliva dos homens influenciaria o desejo sexual feminino. Logo, quanto maior o número de beijos dados, mais prazer sentiria a mulher.

Notícia do Globo Online Comente (4 comentários)
30 de Agosto de 2008
Parto arriscado

Bebês que nascem por cesariana têm 20% mais chances de desenvolver diabetes tipo 1, indica uma pesquisa da Queen's University, na Irlanda do Norte. Ao revisarem 20 estudos sobre o tema, os cientistas chegaram à conclusão de esse aumento não pôde ser explicado por nenhum outro fator - como peso da criança, idade da mãe ou diabetes gestacional, por exemplo.

Segundo os especialistas, é provável que isso aconteça porque os bebês que nascem nesse tipo de parto são expostos primeiro à bactéria proveniente do hospital, e não da mãe. Esse é mais um dos motivos para se pensar com cuidado antes de decidir por uma cesariana quando não há necessidade real de fazê-la.

Um levantamento do Ministério da Saúde do Brasil divulgado em maio deste ano indica que a cesariana representa 43% dos partos realizados no setor público e no privado do país.

Notícia da Folha Online

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29 de Agosto de 2008
Usuário compulsivo
Um estudo feito por pesquisadores de universidades da Escócia sugere que pessoas que checam seus e-mails constantemente podem estar sofrendo de estresse. Ao analisar as respostas de 177 questionários respondidos, os cientistas classificaram os usuários em três categorias: relaxados, orientados e estressados.

Os "relaxados" verificam o e-mail quando querem e não se deixam pressionar. Os "orientados" têm certa necessidade de responder às mensagens imediatamente e esperam o mesmo das outras pessoas. Já os "estressados" se sentem automaticamente forçados a responder todos os e-mails na medida em que chegam.

A maioria dos voluntários que participaram da pesquisa tinham profissões acadêmicas ou que envolvem comunicação e criatividade. Nestas atividades, que costumam exigir muita concentração, o e-mail tem potencial para ser uma grande fonte de distração. Outro estudo, feito em 2001, mostrou que, após pararem suas atividades para ler um e-mail, as pessoas demoram em média 1 minuto e 4 segundos para lembrar o que estavam fazendo antes.

Entre os entrevistados pelos pesquisadores da Escócia, 64% disseram checar seus e-mails pelo menos uma vez por hora e 35% afirmaram que verificam novas mensagens a cada 15 minutos. A freqüência pode ser ainda maior, já que muitas pessoas nem percebem mais o ato. A pesquisa indica ainda que muitos dos usuários que disseram ter pouco controle sobre a própria vida se encontram na categoria dos "estressados". Já os "orientados" teriam uma tendência à baixa auto-estima.

Notícia do MSN Comente (1 comentário)
28 de Agosto de 2008
Nascidos para interagir

Um estudo realizado pelo Centro Cerebral e Desenvolvimento Cognitivo da Universidade de Birkbeck, em Londres, afirma que bebês de quatro meses já são capazes de reconhecer expressões não-verbais de emoção em adultos, como sorrisos e sobrancelhas levantadas.

Os pesquisadores utilizaram imagens de rostos de pessoas para verificar se as regiões cerebrais implicadas nas percepções de comunicação facial também eram ativadas em crianças pequenas. Ao analisar os bebês, eles observaram a ativação das regiões temporal e pré-frontal do córtex, as mesmas que reagem em adultos diante de sinais não-verbais.

Segundo a equipe de cientistas, os resultados da pesquisa sustentam a teoria de que já nascemos com os cérebros preparados para interagir com outros seres humanos. A metodologia do estudo pode ser utilizada no futuro para diagnosticar os primeiros sinais de autismo.

Notícia do MSN

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