Cabelos quebrados

Agressões naturais, excesso de calor e químicas podem alterar a estrutura dos fios
por admin

Na maioria das vezes você nem se dá conta, mas um descuido aparentemente banal pode provocar danos irreversíveis aos seus cabelos. A quebra, um dos mais comuns, tem como principais causadores ações mecânicas, como escovar ou pentear errado, prender os fios molhados, dormir com eles presos, fazer escova e chapinha demais. As ações químicas também são grandes vilãs. Produtos alisantes, relaxantes, colorações e permanentes podem acarretar no surgimento dessas zonas de rompimento. A má alimentação não fica de fora.

Quem alerta é o hairstylist da RM Trends, no Rio, Ricardo Moreno. O especialista Alex Rodrigues, do salão carioca Éclat, complementa: excesso de sol, sal, cloro, uso indevido de chapinhas e secador estão no rol de agressores. "Às vezes, quando o cabelo está muito comprido, perde a força natural e começa a quebrar", complementa Rodrigues. "Cabelo quebrado é como se fosse uma corda desfiada prestes a arrebentar por completo. É um mal causado por ressecamento e falta de hidratação", compara.

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Moreno faz outra analogia: "O cabelo fica como um elástico esticado, com várias zonas de rompimento, passíveis de quebrar a qualquer momento". Para ele, é difícil recuperar o cabelo quebrado. Mas, calma, tem jeito! "A recuperação é complicada, mas pode ser criada uma condição externa próxima da ideal, que o fio segura por algum tempo", diz. O ideal, segundo afirma, é lançar mão de produtos ricos em cálcio e lipídios. A primeira substância fortalece, a segunda dá flexibilidade. "É como se esses produtos formassem pequenas capas que envolvem os fios".

É Imprescindível zelar pela prevenção, que deve ser feita com produtos à base de vitaminas, proteínas e lipídios - estes últimos mantêm o cabelo úmido, hidratado. Uma medida simples é fazer a hidratação a cada lavagem, mesmo que isso aconteça diariamente. "O processo começa com a aplicação de um bom xampu e, em seguida, de uma máscara (hidratante que agem em poucos minutos) e condicionador ou leave-in", diz Moreno. "Uma reconstrução capilar (custo médio de R$ 120), uma escova bem feita, com um spray de brilho, fica excelente, tira o aspecto de quebra", indica Alex. Cauterizações e blindagens também ajudam.

Corte e desembaraço corretos

O especialista do Éclat concorda que é possível fortificar a estrutura dos fios. Mas recomenda o corte a cada três meses. A maneira de pentear também influencia. "O ideal é começar de baixo para cima, depois do uso do leave-in, com uma escova tipo raquete". Não desembarace antes de lavar, a não ser quando for inevitável - se o cabelo estiver com um penteado, por exemplo. "Na hora do xampu, mais especificamente na segunda dose, desembarace usando a própria espuma do cabelo com os dedos. O embaraçado mais grosso vai sair. Depois, com a máscara aplicada, já pode pentear, sempre com cuidado. É importante não lavar no sentido oposto ao nascimento dos fios", orienta Moreno.

Lembre-se de que a ação do tempo e do calor pode contribuir para a quebra. Por isso, ao tomar sol, por exemplo, é importante proteger os fios e até mesmo o couro cabeludo com filtro solar. Quando for usar secador ou chapinha, aplicar um produto antitérmico. Os excessos são dispensáveis: uma colher de chá de um creme para todo o cabelo normalmente basta.

Etnia e alimentação têm peso

Quando o assunto é quebra, o tipo de cabelo influencia. Os especialistas ouvidos pelo Bolsa de Mulher afirmam que os mais crespos, por serem mais finos e com a fibra não-linear, apresentam-se mais frágeis do que os lisos. Eles possuem uma zona maior de rompimento natural. Os mais fortes são os mais grossos, geralmente os caucasianos. De qualquer forma, aqueles que estão sujeitos a alisamento, permanente e descoloração regular, sejam finos ou grossos, estão mais vulneráveis.

No que diz respeito ao comprimento, mesmo os curtos pode sofrer desse mal, caso a pessoa não saiba pentear, use bonés ou lenços com frequência. Quanto à idade, fMoreno explica que certas fases da vida, como, por exemplo, as marcadas por alterações hormonais (adolescência e menopausa), deixam os fios mais suscetíveis à quebra, já que a estrutura deles se altera. "O cabelo é o termômetro do corpo", enfatiza o hairstylist da RM Trends.

A má alimentação também pode causar a quebra. Por isso, recomenda-se a ingestão de vegetais como cenoura e tomate, além de outros ricos em beta-caroteno. "É importante que a pessoa procure se alimentar saudavelmente de uma maneira geral, evitando gorduras queimadas e frituras. E mais importante ainda é ser feliz, sorrir bastante, buscar a qualidade de vida. O cabelo será a consequência de tudo isso", conclui Moreno.

Serviço:

RM Trends - (21) 3435-8534

Salão Éclat - (21) 2287-4608

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