Renovação celular

Não são só os bichos que trocam de pele no inverno. Nós também podemos aproveitar a temporada de pouco sol para apostar sem riscos na renovação das células, garantindo um aspecto jovem, saudável e luminoso.

por Redação

Existem coisas que só o inverno entende: dormir de meia, namorar sob as cobertas, festival de fondue, pulôver na bolsa para uma emergência. Mas essa também é a melhor época para quem pretende se manter bonita o ano inteiro dispensar alguns necessários para com a saúde da pele. Graças à programação naturalmente menos praieira, com o sol mais longe e menos cruel, a renovação celular se torna mais segura e eficiente, garantindo uma temporada de frio jovem, saudável e luminosa.

Quando se fala em renovação celular, o que vem à cabeça são os peelings. Eles servem para acelerar o processo diário de substituição de células mortas e desenvolvimento das camadas da pele. “Peeling significa, em inglês, descamar. Ele é muito importante para que a pele que já está morta, escurecida, vá embora, fazendo com que uma outra mais jovem, sem manchas, revitalizada e hidratada surja, dando um aspecto mais bonito e saudável”, comenta a dermatologista Tatiane Kitamura. No entanto, por se tratar de um processo agressivo, mesmo que minimamente, o peeling precisa ser feito com muito cuidado para que não acabe surtindo efeito negativo. “Por isso, o inverno é a melhor época para fazer. Porque depois do tratamento, a exposição ao sol é terminantemente proibida, o uso do bloqueador solar é estritamente necessário e, no verão, é difícil conseguir esse afastamento”, comenta a Dra. Tatiane.

Existem três tipos de peeling, o superficial, o médio e o profundo. O primeiro, costuma se ater principalmente na esfoliação, com uso de cremes e géis e pode ser feito até mesmo em casa. Bons produtos para isso é o que não faltam nas prateleiras, como a recém-lançada Loção Beatriz, da Dermatus (R$ 63,80) que, além da esfoliação, trabalha também o controle da oleosidade e o clareamento da pele e o sabonete Dove Esfoliação Diária, que estimula a renovação celular com baixa agressão. Já os peelings médios e profundos demais utilizam medicamentos e procedimentos mais elaborados e precisam ser realizados com a supervisão de um dermatologista. “Basicamente, nesses peelings médicos, o que se usam são os ácidos e, em alguns casos, o laser”, escalerece a dermatologista Norma Porfírio, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Os ácidos são substâncias que auxiliam no desprendimento das camadas da pele, facilitando a renovação. “Usamos basicamente três tipos, o TCA, para o rejuvenescimento, o retinóico, para tratamento de manchas e acne e o glicólico, também para manchas e rejuvenescimento”, explica.

Já nos peelings a laser, um pouco mais sofisticados e especialmente indicados para o tratamento de rugas, o procedimento permite ao médico controlar com mais facilidade a quantidade de pele a ser removida. Isso torna o processo bem menos abrasivo do que, por exemplo, o da dermoabrasão, que utiliza uma espécie de lixinha para retirar a camada de queratina da pele. “Esses peelings mais profundos funcionam quase como uma pequena cirurgia. Exigem do paciente muito mais cuidado do que nos casos mais simples, em que ele já pode sair do consultório direto para o trabalho, por exemplo”, esclarece a Dra. Norma, lembrando que o peeling a laser é também um excelente coadjuvante no tratamento da acne.

E por falar em cuidados do paciente, é bom lembrar que a sua colaboração é fundamental para o sucesso do tratamento de renovação celular. Antes mesmo de se submeter às sessões de peeling, é necessário o uso de cremes prescritos pelo dermatologista por mais ou menos uma semana, para que a pele esteja em perfeitas condições de ser renovada. Depois, o cuidado deve ser ainda maior. “Como já foi dito, é importantíssimo o uso de um protetor solar intenso e de um hidratante depois de qualquer tipo de peeling, para que ele tenha uma boa cicatrização e não cause manchas. Também são fundamentais os cuidados de limpeza, com um sabonete suave. Mas são cuidados que valem muito a pena. O resultado é único”, acrescenta a Dra. Tatiane, lembrando que o inverno é hora de renovar. E não só as combinações do guarda-roupa.

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