Redução de seio

Na contramão das turbinadas, há quem queira um número menor de sutiã
por admin

Sim, as brasileiras se renderam à moda dos seios fartos e as próteses de silicone já entraram para a lista de objetos de desejo de muitas mulheres. Há quem diga que a preferência nacional continua a mesma - um bumbum com tudo em cima -, mas é cada vez mais raro quem se contente em usar um sutiã tamanho pequeno. Muitas mulheres, porém, têm de seguir o caminho inverso para se sentirem finalmente felizes com o seu corpo e, em vez de aumentarem a comissão de frente, precisam diminuir o seu volume. Na era dos seios turbinados, acredite ou não, a cirurgia de redução mamária é uma das mais procuradas nas clínicas de cirurgia plástica Brasil afora.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 32% das operações estéticas feitas no país em 2004 foram de correções nas mamas. Um número igual ao de implantes. A cirurgia plástica de redução ou mamoplastia redutora é indicada não só para quem deseja diminuir o tamanho do seio, mas também para quem está descontente com a forma da mama. Muito além de ser só preocupação estética, muitas mulheres procuram a cirurgia por uma questão de saúde. O excesso de peso, por conta do tamanho da mama, pode causar dores nas costas e até mesmo problemas de coluna. Há ainda aquelas que sofrem com assaduras na parte inferior do seio, e com dores e machucados constantes nos ombros por causa da alça do sutiã. Glamour à parte, um seio muito grande pode ser um problemão.

Esta insatisfação pode ser baseada em uma questão puramente estética ou em incômodos físicos. Ela pode perceber que está ficando corcunda ou ter dores freqüentes nos ombros

Mas, como definir se a mama realmente é grande demais e a cirurgia se faz necessária? Segundo o Dr. Douglas Jorge, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, não há como fazer este cálculo e a decisão final é mesmo da mulher. "A paciente define se a mama é motivo de desconforto. Esta insatisfação pode ser baseada em uma questão puramente estética ou em incômodos físicos. Ela pode perceber que está ficando corcunda ou ter dores freqüentes nos ombros. Ou simplesmente querer que o seio fosse menos flácido. Todas as informações são válidas", diz o cirurgião.

Procurar um médico e buscar informações é o primeiro passo. Apesar de ser uma cirurgia simples, alguns pontos devem ser levados em consideração, como o histórico da paciente, lembra o Dr. Douglas Jorge. "O médico irá verificar se ela tem diabetes, se já teve um infarto... Embora ela tenha o desconforto, pode não valer o risco. Não podemos ver apenas o lado da paciente", observa.

A idade certa

Para muitas mulheres, o incômodo surge desde cedo. No entanto, as adolescentes precisam ter calma antes de buscar a solução na mesa de cirurgia. Isso porque, na adolescência, a mama ainda está em desenvolvimento. Os especialistas dizem que, em geral, essa etapa fisiológica vai até os 16 anos, mas em algumas mulheres a mama pode crescer até os 20 anos. "O ideal é que se observe se a mama já alcançou seu tamanho definitivo, para então avaliar a necessidade de cirurgia", diz o Dr. Douglas Jorge.

A mamosplatia redutora pode ser uma forma de prevenir a ocorrência de algumas doenças, apesar desta visão causar discussões entre a classe médica. Durante a puberdade, a maioria das mulheres tem uma mama normal. Porém, após esta fase, quase todas apresentam algum tipo de alteração. É o que os médicos chamam de displasia mamária, com o surgimento de nódulos e cistos. Em algumas mulheres, há um risco maior de desenvolvimento de doenças graves e, nestes casos, retirar parte da glândula mamária poderia ser uma maneira de preveni-las. "Antes, essa era uma opção muito usada, mas hoje já existem formas mais eficazes de diagnóstico e prevenção", orienta o Dr. Douglas Jorge.

O processo cirúrgico

A mamoplastia redutora é vista como uma cirurgia simples. O tipo de anestesia usada depende do médico, mas geralmente é local ou peridural. A paciente fica internada um dia para observação, mas a intervenção em si costuma durar três horas. É, claro, que este tempo pode variar de acordo com o tamanho da mama e da quantidade de material a ser retirado.

O tamanho do seio não agrada? A dúvida é: quanto se deve retirar para ficar com o seio esperado. Segundo o Dr. André G. Freitas Colaneri, cirurgião paulista, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a paciente não deve se preocupar em estabelecer uma quantidade. "No consultório, fazemos simulações para que ela indique como gostaria que os seios ficassem e, na cirurgia, buscamos este resultado. O que mais importa não é o quanto se deve tirar, e sim como será o resultado final. Tudo é pensado para deixar um tamanho harmônico com o biotipo da pessoa. E, muitas vezes, temos de tirar quantidades diferentes de um seio para o outro", explica.

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