comentários (257)Gordinha e Top Model
Fora os elogios dos valetes, o mercado publicitário abriu espaço para modelos tamanho GG, como Flúvia Lacerda, conhecida como “a Gisele Bündchen tamanho 48″ ou simplesmente a Gisele das gordinhas. Em seu site, Flúvia conta que estava andando de ônibus em Nova Iorque quando foi abordada por uma agente que a convidou para ser modelo: “Achei que era uma piada (até procurei pela câmera escondida). Como poderia eu ser considerada ‘material’ ideal para modelo? Modelo não tem de ser 'pele e osso'?”.
Flúvia não sabia que ali se iniciaria uma carreira de sucesso. “Sou e sempre fui gordinha. Eu, vestindo tamanho 48, tive a sorte de faturar em cima de quem sou, sem precisar morrer de fome”, conta ela, revelando qual é a melhor parte de ser modelo plus size. “Vou dizer com toda franqueza do mundo que são os e-mails de mães, avós e meninas me agradecendo por mostrar o outro lado da moeda, que, através do meu trabalho, consigo demonstrar que beleza não está apenas no número da roupa que você veste, mas na forma com que você se vê e se cuida”, afirma.
Infelizmente, nem tudo são elogios quando se está um pouco acima do peso. Segundo a psicóloga Karen Camargo, a nossa cultura reforça a magreza. “As gordinhas sofrem preconceito. Existem, por exemplo, empresas que não contratam pessoas acima do peso pois avaliam que elas geram mais gastos com saúde”, observa a psicóloga. Sobre a ditadura da magreza, Karen lembra que não se pode generalizar. “O modelo de mulher que vimos nos programas ‘masculinos’ se caracterizam por serem mais gostosas do que magras. Acredito que a grande maioria dos homens gosta de fartura”, defende.
O que seria das magricelas se todos preferissem as gordinhas?
Para Karen Camargo, a preferência por uma mulher mais cheinha ou mais longilínea é uma questão de gosto. “Isso varia muito de acordo com a aprendizagem da pessoa com valores estéticos ou mesmo como a pessoa compreende as questões alimentares”, afirma, salientando que as rechonchudas já foram musas inspiradoras de grandes artistas. “Botero e Botticelli adoravam pintar mulheres fartas, o que era uma tendência aceita na época. Acredito que há homens que gostem de mulheres fartas por conta da relação com a fertilidade/maternidade”, finaliza.
E você, qual a sua opinião sobre o assunto?
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