Coceira na pele, vermelhidão, edema e inchaço. Se você já teve algum desses sintomas após usar qualquer creme, esmalte ou xampu, é provável que seja alérgica a ele. É para casos como esses que foram criados os produtos hipoalergênicos, que facilitam muito a vida de quem tem sensibilidade a determinadas fórmulas. Apesar do custo mais elevado, especialistas garantem: vale a pena investir.
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O uso indiscriminado de produtos de beleza, segundo a coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Andreia Mateus Moreira, é o primeiro passo para o desencadeamento de um processo alérgico. "Hoje existe uma oferta sem fim de produtos e as pessoas estão fazendo uso excessivo deles. O exagero promove uma sensibilização da pele em relação a essas substâncias", explica a médica, que alerta para os casos mais críticos: "Tem maior propensão quem já possui um histórico de alergia respiratória, como a rinite alérgica ou cutânea. Ainda assim as alergias de um modo geral estão aumentando em larga escala".
Pele quebradiça, coceira, vermelhidão, inchaço, edema e dermatites são as reações mais comuns, causadas principalmente por fragrâncias, perfumes, aromas, corantes, propilenoglicol (usado em fórmulas com funções hidratante, lubrificante e emulsionante) e parabenos (tipo de conservante usado nas indústrias cosmética e farmacêutica). "A grande vantagem dos produtos hipoalergênicos é o fato de serem desenvolvidos para minimizar os riscos de se desenvolver uma alergia. O objetivo é oferecer eficiência primordial sem prejudicar a saúde", esclarece Andressa Dias, gerente de marketing da loja especializada Alergoshop.
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Neutros e naturais
É consenso entre os profissionais da área que a diferença entre as fórmulas tradicionais e as hipoalergênicas reflete diretamente na qualidade do produto, como observa Andressa: "Seu diferencial começa na composição, que usa matérias-primas com qualidade diferenciada. Os hipoalergênicos são compostos por substâncias mais naturais e neutras, por isso têm qualidade superior".
A dermatologista Andreia Mateus destaca que o nível de qualidade acarreta preços mais elevados. "Esses produtos são mais elaborados e saem bem mais caro. A questão do preço é justificada pelo fato de os produtos normais, ao contrário dos hipoalergênicos, serem fabricados em larga escala, tendo seu valor diluído", esclarece ela. A despeito do custo, Andressa aponta para o crescimento da demanda: "As pessoas estão preocupadas em usar produtos que não oferecem riscos. A mídia tem participação importante neste crescimento e também os médicos, que indicam por saberem do benefício da prevenção", reflete.