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Ácido azeláico: "Tem efeito clareador mais seletivo sobre as manchas cutâneas, com mínimo efeito sobre a pele normal", define Marcelo Molinaro. O ácido azeláico é uma droga que foi desenvolvida para o tratamento da acne pela sua ação antiiflamatória e antibacteriana, mas verificou-se que tem uma atividade despigmentante fraca. "É mais útil no tratamento da acne em pessoas morenas, já que evita a hipercromia (pigmentação excessiva) das lesões de acne", completa Sergio Serpa.
DMAE: O dimetilamino etanol é uma substância antienvelhecimento encontrada no corpo humano e em peixes como o salmão, principalmente. A princípio, era utilizado como um suplemento nutricional no tratamento do Mal de Alzheimer e para crianças com déficit de atenção. O DMAE tende a aumentar a liberação da acetil colina, que estimula a contração muscular. "O objetivo de seu uso é o aumento do tônus muscular e conseqüente diminuição das rugas na pele flácida, mas seu efeito parece ser efêmero", ressalta Sergio Serpa. De acordo com pesquisas recentes, como cita Marcelo Molinaro, o ativo age na quantidade e na contração das fibras colágenas presentes na derme, melhorando a aparência facial. Pode ser utilizado no rosto, ao redor dos olhos (inclusive pálpebras), em lábios finos ou com linhas profundas, pescoço, colo e mãos. Segundo o químico Angel Lizárraga, o DMAE disfarça bem sulcos e rugas. Para notar algum resultado, o tratamento deve durar pelo menos quatro meses. "Pode causar uma sensação de formigamento nas primeiras aplicações, o que desaparece com o uso contínuo", frisa Molinaro.
Vitamina C e E: É um antioxidante natural utilizado com o propósito de prevenção e tratamento do fotoenvelhecimento, através do estímulo a produção de colágeno. Existem estudos que apontam resultados benéficos da vitamina C tópica na pele envelhecida. "Há vários anos, demonstraram seus efeitos no estímulo dos fibroblastos (células que sintetizam o colágeno). Contudo, por ser esta vitamina muito instável, só recentemente conseguiu-se estabilizá-la em cremes e loções", diz o dermatologista Sergio Serpa, reforçando que a vitamina C produz o aumento das defesas antioxidantes da pele, combatendo os radicais livres. Ela ajuda a recuperar danos causados pelo sol e pode ser usada em qualquer tipo de pele, sem o risco de manchas ou irritações, "inclusive durante a gravidez, com o uso de filtro solar de, no mínimo, 30", sublinha Marcelo Molinaro. Em concentrações altas (de 5% a 10%), produz efeito clareador. A vitamina E também é muito utilizada com os mesmos fins antioxidantes. "Esse tipo de produto deixa a pele mais saudável, com mais brilho e aspecto de tratada", explica Angel Lizárraga.
Peptídeos: São cadeias curtas de seqüência de aminoácidos que formam proteínas maiores, com a habilidade de estimular a produção de um novo colágeno e elastina, sem os efeitos irritantes dos ácidos. Fazem parte dos ativos de última geração. "Os peptídeos reforçam a matriz celular, trabalhando no fortalecimento da estrutura da célula cutânea. Com isso, conferem um aspecto melhor à pele, que fica com mais viço", indica Angel. O peptídeo, principalmente o de arroz, mais utilizado, ajuda a firmar a pele e a reduzir linhas finas e rugas. Atua de maneira oposta ao DMAE, relaxando a musculatura.
Argireline: De acordo com o dermatologista Marcelo Molinaro, é uma classificação dos peptídeos. É um miomodulador que "imita"o efeito da toxina botulínica. O ativo tem origem no veneno de cobra, mas não precisa se preocupar: segundo Angel Lizárraga, a substância não tem contra-indicações. "Ele modula e diminui as contrações musculares da face, reduzindo as rugas e 'esticando' a pele", revela o químico.

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