Primeiro elas aparecem em volta da boca. Depois, a vítima é a testa. Em seguida, atacam a região em volta dos olhos. Quem são? As temidas rugas, que ganham os apelidos de pés de galinha, bigode chinês e código de barras. E elas não vêm sozinhas: trazem junto a flacidez e as manchas na pele. Um horror! Mas, se você se sente jovem e não cogita a possibilidade de entrar na faca para garantir a beleza, há outras soluções. Inúmeros tratamentos não-cirúrgicos ganham os consultórios e clínicas de estética. E o melhor: são mais baratos, minimamente invasivos e não necessitam de internação ou contato com bisturis. Essas técnicas melhoram o aspecto e textura da pele, além de preencherem sulcos e ruguinhas.
[olho]Um rosto jovem não é apenas livre de rugas. Ele tem volume, contornos bem definidos, luminosidade e uniformidade[/olho]
Os tratamentos utilizados para protelar a cirurgia plástica dependem do tipo de alvo que desejamos alcançar. A corrida contra o tempo começa aos 30 anos, quando as mulheres já iniciam os procedimentos de rejuvenescimento. Normalmente, nesta idade, a maior preocupação é com as olheiras e com o alinhamento da sobrancelha. Uma década mais tarde, elas voltam para restaurar os volumes das bochechas, redefinir as sobrancelhas, lábios e corrigir depressões nos cantos da boca. Aos 50 anos, o "calcanhar de Aquiles" é aquela ruga que sai da extremidade do nariz e termina no canto da boca, que tira o sono das pacientes tanto quanto o relaxamento das têmporas, que deixam o olhar "caído". A empresária Andréia Costa, de 45 anos, escolheu o preenchimento para atenuar algumas marcas de expressão: "Eu tenho muito medo de cirurgias e estes tratamentos caíram como uma luva. Em duas sessões reparei que tinha rejuvenescido uns dez anos. Fico feliz por hoje não aparentar a idade que tenho", conta.
O que há de novo
Além dos mais conhecidos, há outros métodos que dão aquele reforço no visual. "Aplicação de lasers é um método seguro e pouco invasivo que traz resultados surpreendentes, melhorando marcas do tempo, manchas e flacidez cutânea. A fotomodulação estimula colágeno de modo gradual e deve ser utilizado o ano todo. São aplicações de alguns minutos, sem dor ou incômodo nenhum", explica Otávio Macedo, membro da Academia Internacional de Dermatologia Cosmética e da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A novidade contra as rugas de expressão é o que está sendo chamado de lifting não-cirúrgico. A técnica combina a toxina botulínica e um preenchimento à base de ácido hialurônico. Funciona assim: pequenas quantidades de toxina botulínica são colocadas em um músculo do pescoço chamado platisma, que traciona a pele do rosto para baixo. O tratamento segue com o preenchimento para repor o ácido hialurônico da pele, redefinir contornos e recuperar o volume do rosto. "Não basta tratar apenas as rugas do rosto e deixar o pescoço denunciar a idade", argumenta o dermatologista.
Aliás, a naturalidade é o que mais prezam os pacientes que se submetem aos tratamentos estéticos. Por isso, é cada vez mais comum a associação de procedimentos, como a combinação da toxina botulínica e do ácido hialurônico. Enquanto o primeiro trata as rugas de expressão, o segundo age nas rugas mais profundas, visíveis com o rosto em repouso, além de recuperar o volume e redefinir o contorno facial. "Um rosto jovem não é apenas livre de rugas. Ele tem volume, contornos bem definidos, luminosidade e uniformidade", reforça Otávio.
Outra novidade é um composto com ácido poli-L-lático, que pode trazer benefícios bem parecidos com os do ácido hialurônico. Ele resgata e melhora a estrutura da pele, dando um efeito de lifting no rosto. O composto ativa a produção de colágeno e de fibroblastos, o que aumenta a espessura, equilibra as funções bioquímicas e hidrata a derme, corrigindo alterações no contorno. O efeito do ácido poli-L-lático pode durar por até 18 meses, enquanto o ácido hialurônico pode resistir até 12 meses.