A importância da aeróbica

Depois de virar febre mundial nos anos 80, a aeróbica está caindo na preguiça de alguns freqüentadores das academias. Mas ela continua iningualável na função de queimar calorias e ainda como fiel aliada para um melhor resultado na musculação.

por Redação

Jogging de moletom, faixinha no cabelo, Olivia Newton-John no toca-fitas e lá ia Jane Fonda popularizar, com uma fita de vídeo, a ginástica aeróbica, no começo dos anos 80. Foi graças aos pulinhos e ao sobe-e-desce ritmado dos estepes que as mulheres invadiram as academias e acabaram descobrindo por ali as maravilhas da musculação, que tanto faz a cabeça e o corpo das turbinadas do século XXI. Só que, por ironia do destino ou por pura preguiça, depois de servir como base para competições e até de animar programas de auditório dominicais, a aeróbica está sendo deixada de lado por alguns freqüentadores das academias. Mas a boa e velha ginástica de impacto não está aí à toa. Complemento impescindível mesmo para a musculação, ela continua sendo a principal aliada de quem quer queimar calorias e manter a forma e a saúde em dia.

A aeróbica como se é praticada hoje começou a ser criada no final dos anos 60, quando o Dr. Kenneth Cooper, aquele mesmo da corridinha, desenvolveu um teste para avaliar a condição cardiovascular dos militares da Força Aérea Americana, caminhando ou correndo por 12 minutos. Pouco depois, surgiu o “aerobic dancing”, um programa que já apresentava a estrutura de aula em flexibilidade, aquecimento, rotinas de dança com ênfase na continuidade e esfriamento. Aperfeiçoada no fim dos anos 70 pela Dra. Phillys Jacobson, que aprofundou os fundamentos fisiológicos e pedagógicos da coisa, a aeróbica virou o símbolo do culto ao físico dos anos 80. No auge, lançou moda e chegou a criar ritmos musicais, até que caiu no (des)gosto da preguiça. “Algumas pessoas estão vindo para a academia achando que a musculação resolve tudo sozinha e não prestam atenção na aeróbica e no alongamento. Você chega nos lugares e vê aquele monte de gente forte, mas todo mundo duro, que não agüenta nem dar uma corrida pra atravessar a rua”, comenta o coordenador de ginástica Marco Antônio Nobre Caetano.

A importância da ginástica aeróbica começa na saúde. Além de prevenir o coração de várias doenças coronarianas, ela combate ao sedentarismo, que é o principal causador de osteoporose, principalmente entre as mulheres. Mas sua assinatura em um corpinho bonito costuma ser fundamental. “A aeróbica continua sendo a atividade que mais proporciona queima de calorias e isso, evidentemente, ajuda no trabalho de definição muscular. Desde que ela se popularizou, surgiu uma infinidade de aulas com variações dos movimentos, que tornam o exercício prazeroso pra qualquer gosto, das lutas às danças”, garante o personal trainning Guilherme Linhares. E Marco Antônio Nobre Caetano faz coro. “Dependendo da pessoa, uma aula de body combat, por exemplo, pode ser responsável por uma queima de 700 calorias por hora. Existem até exercícios de alto impacto que podem aumentar esse número para 900 calorias por aula”, garante ele. No entanto, é preciso fazê-los corretamente. “Para funcionar, a aeróbica precisa ter um ritmo continuado para manter a freqüência cardíaca elevada. Não adianta fazer 20 minutos de esteira, parar para conversar, depois voltar, pedalar mais dez, aumentar o esforço e parar dois minutos depois. Isso pode servir como aquecimento, mas não é o objetivo do exercício”, explica Guilherme.

Outro ponto importante é fazer da aeróbica uma aliada da musculação. Para Marco Antônio Nobre Caetano, o ideal é deixá-la para o final do dia de exercícios. Afinal de contas, ninguém merece encarar um altere depois de suar por uma hora numa aula de spinning. “Além disso, a musculação produz uma substância chamada ácido lático, que precisa ser liberada pelo oxigênio da irrigação muscular promovida pela aeróbica. Se isso não acontece, a recuperação da musculação não é boa e a pessoa pode sentir dores localizadas”, diz ele. Mas os problemas de deixar os estepes de lado em nome dos ferros podem ser ainda mais sérios. “Com a musculação, vai haver um aumento de massa e a pessoa vai precisar de uma maior irrigação muscular. Só que, sem a aeróbica, o coração dessa pessoa vai estar fraco e não vai não dar conta da demanda sangüínea, o que pode ocasionar um quadro de insuficiência cardíaca”, alerta Marco Antônio. E, como todo mundo sabe que o nosso corpo é um espelho do nosso organismo, não é nada bom bobear com esses cuidados. Ainda mais quando eles se refletem na nossa beleza no prazer de viver.

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