Amor

Somos todos caminhoneiros!

por Armando Pinto | 26/02/2001

O cafajeste entrega mesmo: homem adora fofocar com os amigos e contar t-u-d-i-n-h-o que fez com a mulher na cama! Uma mania chatíssima que as mulheres detestam e que excita ainda mais os rapazes.




Somos todos caminhoneiros!

Em um outro artigo aqui no Bolsa de Mulher há pouco tempo, comentou-se sobre fofoca. Recebi algumas correspondências eletrônicas comentando que homens são tão ou mais faladores do que as mulheres. Tem um assunto que irrita as mulheres profundamente que é saber que seus homens falam dela para outros. Isso as transforma em verdadeiras feras! Não suportam terem sua intimidade compartilhada. Algumas não gostam nem que falemos ao telefone com elas quando há alguém por perto. Homem não se importa tanto, se eu tiver um bom desempenho na cama, prefiro até que espalhem a notícia!

Tem aquela famosa piada do naufrágio em que o sujeito vai parar numa ilha deserta com a Britney Spears ou qualquer outra mulher que ele ache maravilhosa. No meu tempo se contava com a Cindy Crawford. Ele a salva e, em gratidão ou por que não há mesmo opção, eles acabam transando. Depois de algum tempo, ele já não parece tão empolgado com o sexo e a mulher estranha, pergunta como pode ajudar, se o problema é ela e aquelas coisas que mulher pergunta. O sujeito diz que tem um desejo que ela pode realizar. Pede à deusa que coloque roupas masculinas e dê a volta na ilha. Ela estranha mas atende. Ao se encontrarem, o cara abraça a moça travestida como se fosse um velho amigo, pergunta como vai, há quanto tempo e coisa e tal e no final solta a pergunta: -"Aí, advinha quem estou comendo? A Britney Spears!". Ele mesmo pergunta, ele mesmo responde.

Não tem jeito. Homem conta mesmo, com todos os detalhes! Ainda mais se for uma aventura de Carnaval! Faz bem para o ego, uma massagem e tanto. Imagine se euzinho estivesse com a Feiticeira ou a Tiazinha ou uma das Sheilas? Claro que eu ia contar para os amigos! Agora, se alguém viesse me perguntar eu ia ficar na moita, sair pela tangente, sorrir marotamente, desconversar. E não me venha uma berrar que se estivesse de caso com o Zulu que não iria contar para as amigas! Só se for por medo da concorrência.

Outra lenda, não tão famosa, envolve o escritor Machado de Assis, conhecido mulherengo. Uma certa dama da sociedade, baronesa casada, resolveu que queria ter o mancebo. Combinaram tudo no maior sigilo. Pouco antes da hora agá, ela quer fazer um pedido. Mulher adora cortar tesão com esses pedidos de última hora, mas vamos lá! Ele já abaixando as calças e ela pede pelo amor de Deus que ele mantenha em segredo aquele momento de intimidade para resguardar a honra dela. Ele pára, se revolta, levanta as calças e diz que se não pode contar para ninguém que não tem o mesmo sabor.

Mas as mulheres de fé podem ficar tranqüilas. Quando se trata da namorada, da esposa, da mulher amada, da rainha de nossas vidas, soberana do nossos corações, mentes e corpos, o homem é um túmulo! O amigo pode perguntar que não consegue nada. No máximo ele irá se queixar de pequenas arestas do relacionamento, das picuinhas de sua mulher que será compartilhada e terá a solidariedade do amigo que também passa, passou ou passará pelas mesmas desventuras com as mulheres. Mas como diz aquela frase de caminhão, quem ama as rosas têm que aprender a conviver com os espinhos. Isso até a manipulação genética não dar um jeitinho.

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