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É muito difícil não ser atingido em cheio pela dor causada pelo fim de um amor. Mas é possível tornar esse sofrimento mais breve. Psicólogos afirmam que o tempo cronológico é diferente do tempo interno, aquele responsável pela organização dos sentimentos e pela elaboração dos conflitos.
Segundo a psicóloga Branca Amado Frias, nos primeiros dias de separação é muito difícil tornar a dor menos intensa, pois há uma ruptura de um projeto de vida. “Quando nos casamos, projetos são construídos e sonhos são aperfeiçoados (ou não), e no momento em que este projeto é quebrado a dor é muito intensa, causando um sentimento de fracasso, de incompetência, de raiva.”, diz.
Para evitar sofrimento ainda maior evite se envolver com outra pessoa somente com a intenção de atenuar a angústia. “Ela deve sair, encontrar com os amigos, visitar pessoas com mente positiva. Perceber que a vida continua apesar do seu sofrimento”, recomenda Branca. “Vivenciar essa dor é muito importante para que se processem os erros e acertos, evitando assim repetir situações conflitantes”, completa.
Outro desafio é aceitar que seus planos de vida independem das ideias do ex-companheiro. “Este momento é de poder olhar os seus potenciais, é perceber que ela é um ser único, que em determinado momento da sua vida, compartilhou com seu parceiro da mesma estrada, porém, esse caminho foi trilhado sobre suas próprias pernas”, afirma a psicóloga. Branca sugere que você se dê conta de que esta é uma nova fase. Sendo assim, procure não repetir erros ou escolhas mal feitas e busque formas diferentes de lidar com sua vida.
Segundo a psicóloga o sofrimento não é obrigatoriamente menor para quem põe um ponto final na relação, é ruim para os dois lados. “É uma reformulação de vida, um período de questionamento de paradigmas, e a culpa por ter causado o sofrimento no outro muitas vezes provoca situações complicadas”, diz Branca. Saiba que nestas horas o comportamento de fuga da situação nunca é um bom remédio. “O processo de separação deve ser vivenciado para que essa experiência seja assimilada como algo positivo que faz você evoluir como ser humano”, completa.
Conversar sobre o assunto com amigos costuma ser uma boa saída. A psicóloga aponta: “É importante que a posição do amigo seja a de construtor da autoestima, evitando julgamentos, favoráveis ou não”. “Se não tiver nada a dizer, só ouvir já é bem importante”, completa. A psicóloga afirma que comer demais está entre as piores formas de reagir. Este ato oculta a visão da angústia que a mulher está enfrentando, colaborando para a piora de sua autoestima na medida em que as consequências do comer demais vão afetando seu corpo.
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