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Amor

Quer tc? - 29/07/2009

Rosana F.

Hoje em dia pagamos contas, compramos livros, eletrodomésticos, passagens de avião, tudo pela Internet. Pesquisamos sobre qualquer coisa, vemos vídeos, jogamos partidas com pessoas do outro lado do mundo, fofocamos, nos informamos sobre o que está acontecendo na esquina e no Oriente Médio. E não piscamos mais o olho para flertar com um pretendente: damos um clique.

[olho]Como todo conto de fada, tem sua bruxa má: a distância, que carrega a desconfiança[/olho]

Uma tecladinha aqui, uma olhada no Orkut ali, uma passada no blog. Pronto: interesse, flerte, encantamento e primeiro encontro. Uns declinam na etapa do telefone. Outros não passam do primeiro chope. Alguns constroem belas amizades. E há os felizardos que se conhecem via web e seguem juntos até o altar.

Virtual X real

Se não existisse Internet, provavelmente a usuária do Bolsa de Mulher, Monalisa, jamais teria conhecido seu grande amor. Um oceano inteiro os separava. "Conheci meu marido pela internet. Ele na Noruega, eu no Brasil", conta ela, que largou tudo e foi viver pertinho da cara-metade. Mas nem tudo são flores. O relacionamento virtual correu às mil maravilhas, mas o real enfrenta dificuldades... reais. "O que me incomoda é não dominar o idioma. Estou indo para a escola e melhoro dia após dia. O aspecto cultural pesa muito", conclui Monalisa.

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Para o usuário Dan Fasano, Internet é bom, mas beijo na boca é melhor. "Podemos fazer praticamente tudo. Mas o contato, o carinho, o olho no olho, isso não tem como substituir", acredita. Dan conta que passou por relacionamentos que começaram através da Internet. Há pouco tempo, se apaixonou por uma pessoa que mora longe. "Como todo conto de fada, tem sua bruxa má: a distância, que carrega a desconfiança", pondera ele, que hoje foge da raia quando o assunto é namoro na rede. "Eu acho que é possível encontrar um grande amor na internet, mas se depender de mim, tô fora".

Sempre alerta

Conhecer um pretendente pela Internet exige prudência, como considera a comerciante Flávia Santino. “Vivemos na era virtual, em que muitas pessoas se escondem por trás da tela do computador. Alguns, por timidez. Outros por dissimulação mesmo”, lembra Flávia. Na rede todo mundo é lindo, paciente, romântico, carinhoso. Na vida real, a surpresa pode desagradar e o príncipe ser grosseiro, pão duro, um sapo. “Devemos impor limites e dar atenção ao nosso sexto sentido. Uma mentira não se sustenta por muito tempo”, aconselha.

Será que namoro virtual vale a pena? OPINE!

A engenheira Andréa Carla Farias Souza conheceu o par perfeito pela Internet, em um site de encontros. “Durante seis meses, trocamos e-mails, sem foto, sem câmera. Jogando limpo. Deu certo”, comemora. Mensagem vai, mensagem vem, todas guardadas até hoje, surgiu a vontade do primeiro encontro. Detalhe: ele morava em São Paulo e ela no sul do país. Foi quando o casamento de uma prima de Andréa, em Santos, pareceu ser a situação ideal.

“Nos conhecemos em um shopping. Minha irmã e minha sobrinha me acompanharam e ficaram longe. Ele disse como ia estar vestido e eu também. Conversamos, continuamos a nos corresponder e passamos a nos encontrar todos os finais de semana”, conta. Os encontros costumavam ser no meio do caminho entre uma cidade e outra – em Curitiba. Os dois namoraram por mais de um ano e estão casados há dez. Isso é que é final feliz!

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