Os pecados do primeiro encontro

Chegou o grande dia. Você se arrumou toda, fez escova, comprou roupa nova, fez as unhas e está pronta para encontrar aquele carinha que você está azarando há algum tempo, mas ainda não tinha pintado a oportunidade para um encontro a dois. Finalmente ela pintou e o encontro tem tudo para dar certo. Teoricamente tem, [...]

por Redação

Chegou o grande dia. Você se arrumou toda, fez escova, comprou roupa nova, fez as unhas e está pronta para encontrar aquele carinha que você está azarando há algum tempo, mas ainda não tinha pintado a oportunidade para um encontro a dois. Finalmente ela pintou e o encontro tem tudo para dar certo. Teoricamente tem, mas calma, aquele príncipe encantado pode ser um tremendo sapo!!!!!!!

Tem homens que não tem a menor noção do que fazer para excitar uma mulher e fazem nada achando que estão fazendo tudo. “Já havia três meses que eu queria sair com o Humberto e nossos horários nunca combinaram. Belo dia, ele me liga me chamando para sair. Gelei, era bom demais para ser verdade”, afirma Yasmim Castro, 20 anos, estudante de Direito. “Fomos a um barzinho e ele se mostrou atencioso, simpático, gentil e doce. Parecia que era o homem da minha vida. Até a hora em que ele começou a me beijar… A cada beijo, ele enfiava um dos dedos dentro da minha orelha. Ao perceber que aquela “masturbação intra-auricular” não ia acabar, perguntei: Você está procurando cera? E ele disse: Não, pensei que isto te deixasse arrepiada. Pronto, o encanto se quebrou e eu, decepcionada, disse: Olha, se você colocasse este dedo em outro lugar, talvez eu até ficasse arrepiada”. Não é o fim?

Outra coisa que não dá para aturar é mau hálito. Imagina você conversando com aquela pessoa, já dando discretas olhadas para a boca dele, doida para agarrá-lo e quando chega a hora H você tem a sensação de que está beijando uma privada!!! Higiene pessoal é fundamental. O jornalista Murilo Marinho, 23 anos, já passou por isso e não tem boas lembranças. “Eu saí com um casal de amigos que levou uma amiga para me apresentar. Ela não era nem feia nem uma deusa, mas era muito simpática e isto conta pontos. Depois de algum tempo beijei-a. Preferia ter ficado com a boca fechada, a menina tinha hálito de água de peixe de feira!!!!!! O pior é que nem Hall’s resolvia”. – diz, com cara de nojo.

E aqueles “malas”, que ficam impregnando o seu ouvidinho com assuntos do “quarto quadrante de Áries, com lua em Vênus e sol em Júpiter no segundo grau”? Haja paciência!!!!!! “Não sabia o que me esperava quando marquei o encontro com o Fábio” – diz Fabiana Alves, 30 anos, dona de uma loja de decorações. “Ele era o protótipo do homem ideal. Era arquiteto e cliente da minha loja. Na teoria, temos muitas coisas em comum, mas na prática… quanta diferença!!!!! Quando chegamos no restaurante, ele perguntou se eu acreditava em extra-terrestres. Com uma enorme vontade de rir eu respondi: Claro, são aqueles homenzinhos verdes!!!! Com cara de sério ele me disse: Verdes não, são amarelos!!!! Eu já tive um contato com eles. O pior é que ele falava com convicção, tipo tentando me convencer que aquilo era a mais pura verdade. Eu só conseguia pensar em como sair dali”.

O que você espera do primeiro encontro? No mínimo, que a pessoa que te acompanha repare em você e, se possível, faça um (ou vários) elogios, não é mesmo? Agora agüentar papo de ex-namorada pra lá, ex-mulher pra cá, ex-isso, ex-aquilo, é dose para elefante. Afinal de contas, você veio pra me ver, ou pra contar suas aventuras do passado? Foi exatamente isso o que pensou a publicitária Silvana Marques, 35 anos, recém separada. “É o fim, o Gustavo tirou a noite inteira para falar da ex-mulher que o havia chifrado e culminou com o fim do casamento. Pôxa, se está com problemas, que procure um analista”, reclama.

Um dos concorrentes mais fortes ao “troféu mala sem alça do primeiro encontro” é aquele que só sabe falar de si, de suas qualidades (mais ou menos 150) e, ainda por cima, da ex. “Olhar pra mim, que é bom, somente na hora de dar um gole no chopp, afinal de contas, depois de falar tanto”. Foi o que aconteceu com a veterinária Fabiana Sá, 30 anos. “O Leandro só sabia falar dele, de seu desempenho na Bolsa de Valores, de sua casa em Búzios, e é claro, da sua ex-namorada. O que ele não esperava é que eu encontrasse alguns amigos no mesmo restaurante em que estávamos. Não perdi tempo, combinei com uma amiga que eu iria simular um súbito mal estar e ela ia se oferecer para me levar em casa. Dito e feito. Para a minha sorte, ele nem se ofereceu para me levar em casa. Sorte nesse sentido, pois além de extremamente narcisista, não é nem um pouco cavalheiro”.

A maior chance que você tem de se decepcionar no primeiro encontro é se ele for marcado pela Internet, naqueles conhecidos sites de aproximação de pessoas. Como a conversa é apenas por email, a probabilidade de você levar gato por lebre é maior. “Conheci pela Internet um rapaz que era baiano e disse que estava no Rio fazendo faculdade de Engenharia. Após um mês de correspondências e telefonemas, resolvemos marcar um encontro. Marcamos de nos encontrar na praia de Copacabana, de tarde. Disse a ele que eu ia estar de calça jeans, camisa branca e tênis branco. Ele disse que também ia estar de jeans e camisa vermelha. Na hora marcada eu estava lá e não via passar ninguém com as características dele. De repente, me aparece um ser da calça azul marinho, camisa vermelha e chinelos dizendo: Raquel? O pior é que depois que ele falou meu nome, abriu um sorriso que deixava a mostra um terrível caroço de feijão no dente da frente. Não tive coragem de dizer que era eu. Falei que era coincidência e fui embora”.

Estas situações são realmente desagradáveis, se um defeito no primeiro encontro pode fazer com que ele seja o último, imagina uma coleção deles? Parece coisa de cinema, mas não é. Talvez seja a “maldição da lei de Murphy”, aquela que diz que se alguma coisa pode dar errado, dará. Renata Barreto, 28 anos, produtora de eventos nos conta, segundo ela, “a mais terrível história de encontro de toda a face da Terra”. “Foi no Carnaval deste ano, marquei um encontro com um cara que eu me correspondia pela Internet. Logo que ele chegou ele disse: Oi, gata, você é a maior responsa!!! Senti falta da tecla SAP, mas respirei fundo e fui em frente. No caminho para o cinema, nós fomos conversando e ele, a cada palavra que dizia, me cutucava sem parar. Já contrariada, entrei no cinema (pelo menos o filme pode ser bom). Na entrada ele resolveu comprar refrigerante e pipoca, o que já era um bom sinal, pois eu adoro. Antes do filme começar ele comeu toda a pipoca com uma velocidade comparada a dos somalianos em época de seca. Quase não comi. Não satisfeito, enfiou o dedo na boca para tirar um caroço preso e o cuspiu no chão. Me controlei e pensei: Pelo menos o filme eu vou assistir. A gota d’água foi quando ele bebeu o refrigerante. Ele soltou um arroto capaz de abalar as estruturas do Monte Everest. Acho que ele estava se achando o máximo. Para não perder a classe, disse a ele que ia ao banheiro e fui embora do cinema”.

E você? Tá rindo de que? Cuidado, você pode ser a próxima vítima…

×
Faça do Bolsa de Mulher
sua página incial
E também acompanhe: Newsletter