Namorando o ex-marido

Felizes para sempre em casas separadas
por admin

Você conseguiu finalmente dar um basta no casamento que ia de mal a pior. Ele sai de casa, deixa mais espaço no armário. Não deixa mais a bagunça no banheiro. Nada de meias espalhadas, copos sujos por toda parte. Alívio. Vida nova. Gente nova. Quem sabe, em breve, amor novo. Mas, acertando os detalhes da separação, você fica balançada. O sorriso dele, os abraços, os beijos... Era tão bom no início quando vocês eram apenas namorados. Por que não dar uma outra chance para a felicidade? Mas, dessa vez, em casas separadas. Será que essa é a solução?

Namorar o ex-marido pode ser um meio de continuar vivendo um amor que ainda não chegou ao fim. A administradora Cíntia S., 37, teve um casamento de quase uma década e está separada há um ano e meio. Desde então, tentou namorar o ex-marido com quem ainda conserva laços fortes. "Voltamos duas ou três vezes e até hoje não demos entrada nos papéis da separação. É uma insegurança em consolidar a situação, já que a vida, por um bom tempo, foi muito boa. Temos uma certa nostalgia, uma vontade velada de que as coisas voltem a ser como antes", conta Cíntia, assumindo que o relacionamento como namorados nunca chegou a ser pleno. "Trocamos alianças, juras etc. Mas na hora de botar isso em prática, as lembranças das coisas ruins surgem e retrocedemos", revela. Para ela, a situação virou um problema, que tem gerado dor e sofrimento para todo mundo.

Como a minha filha normalmente não quer ir com ele, acabei liberando para ele ir à minha casa. Ainda que esteja desorganizado, considero importante que eles convivam

No meio dessa indefinição amorosa, há uma menininha de 7 anos, filha do casal. "Ela tem uma maturidade e uma lucidez impressionantes e sempre nos dá indícios de que vê tudo que acontece. Mas tem lidado bem com a situação, na medida do possível", diz Cíntia, que mora com a filha. A tabela de visita do pai também anda complicada: oficialmente, ele ficaria com a criança às segundas e quartas, além de intercalar os finais de semana. "Como a minha filha normalmente não quer ir com ele, acabei liberando para ele ir à minha casa. Ainda que esteja desorganizado, considero importante que eles convivam".

A advogada Daniela S., 33 anos, namora o ex-marido por causa das circunstâncias. "Foi difícil porque o que nos levou a sair de casa foi grana. Não tínhamos como arcar com as despesas do apartamento. Foi muito frustrante. Voltar ao namoro foi uma imposição, se é que isso existe", conta Daniela, que atualmente mora com a mãe e namora o ex. Do tempo em que moraram juntos, ficaram saudades. "Eu gostava de dividir não só o apê mas a vida com ele. A gente se dá superbem, ele cuida de mim e a bagunça que ele fazia nunca me incomodou: ele deixava roupa pelo chão e eu colocava pra lavar; se a louça acumulava na pia, eu lavava na boa. E ele fazia coisas chatas como lavar o banheiro", lembra ela, que morou com o ex por um ano e está há um pouco mais que isso no papel de namorada. "Nesse momento, namorar com ele é ter a possibilidade de continuar vivendo essa história, sem repetir os mesmos erros. Não vejo a hora de morarmos juntos de novo!", diz ela.


Categoria:

Matérias Recomendadas

Facebook Comments