comentários (57)Quando as suspeitas são muitas, há quem procure agências de detetives para averiguar a conduta do parceiro. O detetive Rafael da agência Márcia & Rafael revela que 70% dos casos investigados por ele são de infidelidade e que homens e mulheres em igual proporção procuram seus serviços.
"Fazemos um contrato de sete dias de investigação. Nesse período o investigado será vigiado desde o momento em que sai de casa até voltar, não importa o horário", diz Rafael, garantindo que, atualmente, não há risco de o investigado notar que está sendo seguido, uma vez que as câmeras ficam escondidas em bonés, bolsas, canetas ou óculos e que uma equipe grande se reveza para que ninguém seja reconhecido. O valor da investigação: R$ 2 mil. "Pessoas de todas as classes sociais no procuram. Quando a pessoa é mais humilde, é comum que toda a família faça uma vaquinha para pagar a investigação", revela ele, que considera o valor um investimento no futuro familiar.
Segundo o detetive, são poucos os casos em que a infidelidade não fica comprovada. "Para uma pessoa chegar a nos procurar, é porque ela já tem muitos indícios de que está sendo traída. O parceiro muda o jeito de vestir, fica preocupado demais com o telefone, não atente ligações. Então a pessoa tem praticamente certeza da infidelidade e só quer as provas para poder levar ao advogado e chegar a um acordo", explica, lembrando que oferece ao contratante farto material como vídeos, fotografias e um relato detalhado do que o traidor fez, para onde foi, a que horas e, principalmente, com quem.Com as provas em mãos, Rafael prepara a pessoa traída para dar o flagrante. "A gente conversa para que não haja agressão física, checa se a pessoa não está armada. Aí vamos juntos até o local e fazemos o flagrante", afirma ele. Na maioria dos casos, rola a maior lavação de roupa suja. "Às vezes a traição é perdoada. Acontece de, tempos depois, a pessoa voltar a me procurar, desconfiada de nova traição", avisa.
A psicóloga Maíra Dourado afirma que a investigação da vida do outro pode acontecer em todos os níveis sociais. "Cada um vai procurar a ajuda que achar mais apropriada. Tem gente que procura o detetive, tem gente que conta com amigos e familiares para descobrir coisas do outro. Tem gente que invade a caixa de emails. Tudo isso é um tipo de investigação", finaliza.
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