comentários (21)Convivendo com as diferenças
Ele espreme o tubo de pasta de dente em cima e você, embaixo. Ele deixa roupa espalhada e você é toda organizada. Ele é racional, você é romântica. Bom, o que seria do mundo se as pessoas fossem todas iguais? Não teria graça. Mas muitas vezes ele não se comporta como você esperava e você não atende às expectativas dele. E agora? Segundo Ailton Amélio é importante pesar na balança e ver se as compatibilidades superam as incompatibilidades. "Tudo no casamento é uma questão de custo-benefício e, para sermos felizes, é importante que os benefícios superem os custos", revela Ailton.
O primeiro passo a ser tomado é respeitar as opiniões e entender as diferenças um do outro. Não tente mudar os hábitos de seu companheiro para que ele se adeque a você. Segundo Marta Lins, advogada, é uma questão de jogo de cintura. "Você tende a achar que ele vai reagir da mesma forma que você, mas isso é um erro. Ambos têm que ter vontade de acertar. Se as pessoas se aceitam mutuamente como são, acabam mudando, amadurecendo juntas e isso torna a relação estável", afirma.
Não se pode deixar a individualidade prevalecer. "Quem casa tem que estar disposto a entrar com os dois pés na canoa", diz Ailton Amélio. Portanto, ao invés de tornar as diferenças um ponto negativo e transformar-se em numa pessoa impaciente, busque neutralizá-las ou até mesmo valorizá-las. Experimente, por exemplo, variar os programas de acordo com os gostos de cada um, ao invés de olhar apenas para o próprio umbigo. "O ideal para um relacionamento duradouro é a compreensão, a paciência e o bom senso", afirma Karen Camargo.
Se algo te perturba muito em relação ao parceiro, prefira conversar com ele. Prorrogar pode ser gol contra para a relação. "Não guarde mágoas, converse sobre tudo o que não te agrada", aconselha Karen Camargo. Se der briga, vocês não precisam virar inimigos dentro de casa. "As brigas, em alguns momentos, podem ser melhores do que ficarem calados. Mas é preciso haver respeito", alerta Karen. Nada de gritarias ou festival de palavrões. Casa é lar, não barraco! Respeite você mesma, seu parceiro e seus filhos, caso os tenha.
Evite trazer à tona erros do passado. Se algo ficou mal resolvido, aproveite para esclarecer. Não deixe que um problema vá puxando outro, formando uma verdadeira bola de neve! Coloque todos os pingos nos is. Se o erro for seu, saiba pedir desculpas e não insista nele.
Espaço e muita conversa
Muitos casais reclamam da falta de privacidade no casamento, mas o segredo é saber administrar a individualidade. Passar o dia inteirinho com o seu amor é uma maravilha, mas não todo santo dia. Dê a ele e a si mesma um espaço para respirar. O que tem de mal deixá-lo sair com os amigos, jogar futebol no domingo? Você também pode aproveitar para pôr o papo em dia com aquelas amigas que você não vê há séculos.
Para Antonio Carlos de Almeida, técnico em informática e eletrônica, compartilhar totalmente a privacidade um do outro é um erro, assim como se apegar demais ao parceiro. "Nascemos livres e assim devemos nos manter", defende. "É importante respeitar os espaços de cada um. Sou muito a favor, por exemplo, de dormir em quartos separados. Não respeitando o espaço, nada mais será respeitado no casamento", afirma Antonio Carlos.
De acordo com Ailton Amélio, o trunfo do matrimônio é exatamente esse: liberdade para construí-lo da forma como se quer. Ou seja, cada casal encontra sua própria forma de renovar os votos do matrimônio. "Ao contrário do que muitos pensam, casamento não tem fórmula. Tudo é uma questão de diálogo: deve-se conversar e escolher junto com o parceiro a melhor maneira de manter a relação", aconselha Ailton Amélio.
Antonio Carlos concorda: "Muita conversa, mais do que sexo, é o segredo de um bom
relacionamento. É preciso ser, ao mesmo tempo e verdadeiramente, amigo, companheiro, amante e namorado, mas sem se importar demais com o carnal". Segundo ele, apenas atração física pode ser fatal para o casamento. "Corpo não pensa, não fala e não demonstra sentimentos. As ações, que vêm da cabeça, essas sim, são mais importantes", afirma.
Divisão de tarefas
Nada como o trabalho em equipe, não é mesmo? Na vida a dois, é preciso aprender a dividir tarefas e obrigações. Quando um sente que tem carga de trabalho maior do que o outro, está montado o palco para um conflito. Converse com o seu marido e estabeleça uma espécie de quadro de tarefas, levando em conta a disponibilidade de cada um. "Não tenha medo de pedir ajuda ao seu parceiro", diz a psicóloga Karen Camargo. Se vocês tiverem filhos, dividam responsabilidades. Ninguém cria filho sozinho!
Contas para pagar também costumam dar a maior dor de cabeça, mesmo nos pombinhos mais apaixonados. É importante conversar sobre as finanças com o seu parceiro e ver a que solução podem chegar para não pesar tanto no bolso de ninguém. Tudo bem, é difícil manter o humor e até mesmo o clima para a intimidade quando você não sabe se o dinheiro vai render até o final do mês, e por isso mesmo um deve apoiar o outro, na alegria e na tristeza.
Enfim, confiança
Esse é um dos fundamentos básicos do casamento e de toda relação amorosa. Se você é do tipo desconfiada, mantenha os pés no chão, acredite em você e lembre-se: confiar na pessoa amada e demonstrar segurança é uma das regras básicas para se manter o relacionamento saudável. E se nada deu certo, bom, todos têm o direito de recomeçar em outro lugar. Mas lembre-se: a felicidade só depende da persistência e do companheirismo do casal.
Você
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