Falando sobre sexo > Sexo para crianças

É preciso conversar desde cedo com elas

por Redação

Todas as especialistas são unânimes em afirmar que a orientação sexual deve ser feita desde a infância. Além dos pais, as escolas deveriam ter aulas sobre o tema. "Muitas não têm dinheiro ou não querem entrar nessa área. Porque não adianta somente falar, é preciso refletir", afirma a orientadora sexual Laura Muller. Mas como falar? Quando falar? O que falar?

Além de focar no lado afetivo tanto quanto no informativo, Patrícia Espírito Santo, também orientadora sexual, defende que o debate na escola deve ser feito com meninos e meninas juntos para que ambos conheçam a necessidade do sexo oposto. "Um vai ensinando para o outro. Assim, eles vão conviver com o tema com mais naturalidade e quebrar paradigmas do que é comportamento masculino e feminino", sugere. Segundo ela, somente dessa forma seria possível retirar o sexo da atmosfera pejorativa em que pode ter sido colocado pela sociedade. "O estudo da sexologia é ainda recente. A mudança não será do dia para a noite. Afinal, foram necessários 19 séculos para começar a falar sobre prazer", afirma Laura Muller.

Depois que tiverem muito à vontade com a própria sexualidade, conversem com seus filhos. Não tenham medo, as perguntas vão vir. Mas cuidem para que, além das informações sobre a saúde sexual, falem sobre afeto e prazer

Os próprios pais, de acordo com as especialistas, não sabem lidar com o tema. Não conversam sobre sentimentos e preferências com o parceiro, muito menos se sentem à vontade para sentir prazer. Isso se reflete na educação das crianças. "É permitido que os filhos vejam os pais brigando, mas não transando", exemplifica a sexóloga Sheiva Cherman. "A gente foge do assunto, fica horrorizado quando uma criança pergunta sobre sexo", dispara Patrícia Espírito Santo.

Ela garante que os dois filhos (um de 10 e outro de 12 anos) conseguem tratar o assunto com muita desenvoltura. "Espero que eles saibam lidar muito bem com a sexualidade deles no futuro", torce Patrícia. Para tanto, Laura Muller explica que não há uma fórmula mágica, mas sim muita conversa e, principalmente, consciência dos pais. "Depois que estiverem muito à vontade com a própria sexualidade, conversem com seus filhos. Não tenham medo, as perguntas vão vir. Mas cuidem para que, além das informações sobre a saúde sexual, falem sobre afeto e prazer", finaliza.

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