joliv comentou:
23/08/2008 | 18:41
Solteirice, ou vida a dois!
Cada um escolhe a que com ela mais se identificar, dependendo do momento emocional em que vive.
Somos sociáveis por natureza, e é inegável que o universo dos que vivem a dois é bem maior que os que vivem só. Opppsssss! Será? Aqui eu contabilizo os que vivem só vivendo a dois. O Flávio Gikovate escreveu um artigo que diz:
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"[Sobre estar sozinho]
Flávio Gikovate
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. ..." e finda dizendo algo que muitos já leram em algum lugar: "A PIOR SOLIDÃO É AQUELA QUE SE SENTE QUANDO ACOMPANHADO" - Excerto do artigo do Terapeuta, disponível na Internet, recebido em e-mail.
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Mas o que leva muitas pessoas a quererem passar o resto das suas vidas sozinhas? Em princípio, a falta de companheirismo, de solidariedade, o excesso de pegação no pé, isso mesmo. Gostar, amar, sentir paixão, não é necessariamente um novo super-bonder. O que não quer dizer que se duas pessoas que vivem juntas, se amam, ainda que não estejam mais, ou tão apaixonadas, uma não deva respeito à outra. Deve e muito. Deve lealdade, fidelidade, mas nem por isso deve perder, para o outro, ou só porque o seu par assim o quer, a sua individualidade, sua privacidade, e fazer da vida a dois um curral como se fossem dois animais enjaulados. Ou o que é pior, um vive enjaulado, enquanto o outro tudo ou quase tudo, se diz poder.
Não devem perder suas amizades, nem mesmo deixar de fazer o que gostam de fazer, apenas porque a(o) outra(o) não quer e não gosta. Aqui mesmo no Forum li ontem um recado de uma mulher, jovem, casada, que mostra estar anulando a si mesma porque o marido a tolhe de todas as formas. Ora!, isso não é relação, é escravidão. É falta de respeito até para com o ser humano. Eu digo até que isso não é uma relação marital, e sem uma relação de demonstração de força e poder. Onde quem se quer mais forte, anula ou tenta anular o outro, e dele fazer um servo, emocional, e sexual apenas.
Tombos, quedas, decepções, são coisas inerentes às relações humanas. O que não se pode é abrir mão ou abandonar a possibilidade de se ter uma companhia por medo.
Há quem faça da "vida sem um par em tempo integral sob o mesmo teto", uma opção. E como se lê aqui, se sentem felizes. Mas não acredito que seja regra geral.
O Arnaldo Jabor escreveu uma crônica cujo título é: Amores Mal Resolvidos. Como ele diz, amores tem começo meio e fim. Para ele, o amor tem as fases da "atração - paixão - amor - convivência - amizade - tédio - fim". Já uns nem chegam na primeira, pulam pra 4a. marcha e aceleram tanto que entram na 5a. sem perceber.
O que dói é que muitas pessoas tratam seu par como se dele fossem o senhor absoluto, seu dono, e apenas por uma coisa maldita, chamada desconfiança e ciúmes, sem contar a tal da insegurança. Porque se alguém precisa sair, não importa onde, e diz ao outro que vai sair, não há que dar longas explicações. Vaio sair e pronto. Quem vive com outra pessoa, porque gosta dela, gosta da vida a dois, vive com companheirismo e amizade, não deixará nunca de ser leal e fiel apenas porque resolve aqui e ali sair só para passear que seja, para ir até ao cinema, para ir num bar com uma amizade sua.
Uma relação saudável passa por muitas fazes, mas não deve ser jamais uma relação escravagista.
Amizades sadias são amizades bem-vindas e muito bem queridas, mas nada substitui a intimidsade de um par que de fato se ama, se respeita, e há lealdade, amizade verdadeira, e transparência na relação.
Agora essa de que vida a dois é um por o cabresto no outro, apenas por que vivem juntos sob o mesmo teto, e tem responsabilidades em comum, não é exatamente uma vida de duas pessoas que se amam.
Isso é assunto para mais de metro. Vou encurtando por aqui.
Boa sorte aos solteiros(as) e boa sorte aos casais, mas sem escravidão, e com respeito.
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