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Amor

Ele é agressivo - 04/02/2010

Rosana F.

O namoro ia bem até que o humor dele se tornou frágil. Uma cara feia aqui, uma reclamação ali e, quando você menos espera, um palavrão. Ele te critica, espezinha, machuca. Numa briga, te segura pelo braço. Na outra, dá um empurrão. Cuidado: esse namoro pode estar ficando perigoso demais para você.

Há vários tipos de agressão, da psicológica à física. No caso da usuária do Bolsa de Mulher Carolzinha, a agressividade do namorado dela emerge depois de bebedeiras. "Toda vez que bebe, meu namorado fica agressivo. A última vez chegou a me empurrar e chutar", revela ela, que não sabe que atitude deve tomar porque o ama. "Estou ficando com medo. Não sei como agir, eu amo ele demais, mas tá difícil", diz.

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A usuária do Bolsa Márcia acha que, diante de uma situação como essa, a mulher não tem que pensar duas vezes e procurar ajuda. "Foi para isso que a Delegacia da Mulher foi criada: para proteger mulheres que ficam com medo e continuam o relacionamento com homens violentos", defende. Ela aconselha que se mantenha distância desse tipo de relacionamento. "Você deve se amar muito mais que a qualquer pessoa. Tenha amor próprio e saia dessa", sugere.

Referenciais infantis

A usuária Pam acredita que quem se sujeita a um homem agressivo traz consigo essa referência masculina. "Esse tipo de mulher deve ter aprendido desde a infância a ser submissa a um homem. Há mulheres que viram a mãe fazer tudo para o pai, obedecendo calada, suportando agressões. Quando cresce ela começa a repassar tudo de novo, achando errado ou não".

Pam lembra da importância de saber reagir logo na primeira vez em que o parceiro se comportar de forma inadequada. "O homem a agride pela primeira vez e a mulher não faz nada. O homem para de trabalhar, deita no sofá e pede uma cerveja e ela não reage. Pronto. Começa a vida dura", diz, lembrando que a mulher sofre e tem medo de nunca encontrar um novo amor por se sentir inferior ou por conta das ameaças do atual namorado. "Amar não é aceitar tudo calada. Amar é ser amada e resolver problemas juntos", conclui.

Na próxima página, veja o que orienta a psicóloga Mariana Matos sobre o assunto

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