comentários (8)Sem marcha ré
Nem toda mulher consegue namorar o ex-marido. Não deu certo para a médica Iza: "Namorar meu ex-marido foi a pior ideia que eu já tive. Na hora, por ser a separação um momento de dor, achamos que namorar seria a saída perfeita. Não era", conta. Iza revela que os limites do namoro ficaram confusos. "A gente ficou sem saber como lidar um com o outro, o que era permitido e o que não era na relação", diz ela, que acabou optando pelo término. "A vida não tem marcha ré", defende.
Segundo a psicóloga Karen Camargo, nem sempre o casal consegue se adaptar ao morar junto. "Isso implica em abrir concessão e, muitas vezes, o casal se gosta muito mas não consegue se adaptar a este modelo. E porque não tentar um outro? Alguns casais podem até se dar melhor morando em casas separadas", explica a psicóloga, lembrando que a nossa cultura ainda traz uma herança da época dos nossos avós, de um modelo tradicional de casamento.
Quem vê de fora da relação, pode estranhar. "Isso pode trazer um certo estranhamento por parte das pessoas que convivem com o casal, pois eles estarão optando por um regime de união fora do que a tradição espera. A grande questão é como o casal lida com isso. Mesmo com a cultura reprovando ou ditando o que é mais adequado, por que não assumir uma outra opção que será mais adaptativa para o casal?", questiona Karen Camargo.
Prós e contras
Sobre os pontos favoráveis e desfavoráveis de namorar o ex-marido, a psicóloga afirma que o contrato da relação pode mudar. "O namoro, para algumas pessoas, traz um contrato mais flexível. O casal certamente terá que se adaptar a este novo ‘contrato'. Coisas que faziam enquanto casais, a rotina, tudo isso terá que se readaptar", antecipa Karen, acrescentando que outros acordos como o da fidelidade também precisarão ser reavaliados. "O sucesso dependerá da competência do casal em se reorganizar. É importante deixar bem claro o que pode e o que não pode neste novo contrato, o que um espera do outro, as expectativas, etc", conclui.
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