EM DESTAQUE HOJE: TESTES DE PERFIL

Amor


Crise conjugal

por Ana Brasil | 18/01/2010

Antes de jogar a toalha, lute pelo seu tão sonhado final feliz. Veja como!


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O casamento é das decisões mais importantes da vida. Na igreja, no cartório, ou mesmo sem assinar documentos, representa a união de duas pessoas que apostam no amor e desejam permanecer juntos, se não para sempre, por um bom tempo. Há um grande investimento emocional e financeiro em jogo. Não é difícil entender a decepção do casal quando as coisas não vão bem e as crises conjugais tornam o relacionamento insustentável.

As tensões que ocorrem numa relação podem ter várias origens: a distância de um dos parceiros, que pode estar mais focado no trabalho; a necessidade sexual maior de uma das partes que não é suprida (e o outro se sente cobrado e infeliz por não atender às expectativas do cônjuge); salários discrepantes, especialmente quando a mulher ganha mais; e até a chegada de um filho. Tudo pode se tornar razão para uma desordem em casa. O que fazer? Na verdade, a primeira providência é chegar à raiz do problema.

É fácil lidar com você? Faça o teste!

Diálogo sempre

Roberto Shinyashiki, psiquiatra e autor de "Amar pode dar certo", comenta que, em se tratando de conflitos interpessoais, os motivos aparentes nem sempre são os reais. "Se um casal tem dificuldades financeiras e só um dos cônjuges é gerador de dinheiro, a crise pode ter causa na incapacidade do outro de acumular renda. A questão, então, não é financeira e sim da autoestima de uma das partes. Se a crise decorre de insatisfação sexual, é importante que o casal mantenha diálogos francos sobre o assunto e busque soluções criativas e amorosas para resolvê-lo. Já se a queixa se relaciona com a interferência das famílias, na verdade, o problema gira em torno da falta de autonomia individual do casal", conclui.

É importante buscar o que está oculto, o que não é dito nas críticas e reclamações e realmente está por trás da insatisfação. A melhor solução será sempre, para desespero de muitos homens que detestam discutir a relação, o diálogo. Sim, eles odeiam as famosas DR's, mas é impossível adivinhar pensamentos. Expor as dificuldades e o sentimento e deixar o outro se manifestar é essencial para encontrar soluções.

Briga ou crise?

Começar uma briga não costuma ser difícil. Uma irritação daqui, uma falta de carinho dali, um ciúme exagerado acolá e pronto: bateu a instabilidade. Mas a existência desses sintomas realmente caracteriza uma crise? O psicanalista e sociólogo Roberto Dantas afirma que não: "Viver a dois é uma experiência difícil, pois demanda o amadurecimento de cada um. Frustrações, mau-humor e irritação são sintomas de conflitos pessoais que se projetam na vida em comum".

Ok, se um conflito não representa uma crise, vários deles iniciam sua construção. A fisioterapeuta Ana Helena Póvoa comenta que sua relação foi se desgastando aos poucos. "Ele se dedicava muito ao trabalho e foi me deixando de lado, se desinteressando. No início, me empenhei em melhorar as coisas, mas o Cláudio permaneceu indiferente. Comecei a sair sem ele, o que nunca acontecia antes. Com muito ciúme, ele passou a agir de forma grosseira, sempre discutindo e gritando. Depois de um tempo, cansei, não valia mais a pena. Estava agüentando vivermos como amigos, mas tanta agressão verbal eu não suportei", afirma.

Ana Helena terminou a relação e foi chorar as mágoas no colo das amigas, certo? Errado. Desvencilhar-se do companheiro foi um processo longo e delicado. "Estávamos juntos há quase nove anos, planejávamos ter uma família, filhos. Não foi fácil admitir o fim, eu não me via sem ele", comenta. Assim, a situação se arrastou por quase um ano. "Quando ameaçava terminar, Cláudio pedia outra chance e dizia que ia mudar, mas nada acontecia. Um dia, depois de uma briga feia, decidi pôr um fim na situação", relata.

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últimos comentários (40)


  • irany_vida
    irany_vida comentou:
    26/05/2010 | 17:04

    PASSEI POR UMA SEPARAÇÃO,A UM ANO ATRAZ,MAS RESOLVEMOS VOLTAR,MAS ESTOU ACHANDO ELE UM POUCO DISTANTE E MUITO MUDADO,COM RELAÇÃO A NOSSA VIDA SEXUAL.ELE NÃO É MAIS O MESMO.E NÃO SEI O QUE FAZER ESTOU DANDO TEMPO AO TEMPO NA ESPERANÇA DELE MUDAR.....


  • Ariá
    Ariá comentou:
    27/04/2010 | 17:51

    Estou passando por um momento complicado nunca havia desconfiado do meu marido até encontrar uma receita de comida enorme escrita a mão com um celular anotado no meio, liguei imediatamente e falei com uma moça que retornou varias vezes e por fim ligou de outro celular pra ve se eu atendia só que percebi que a pessoa queria ouvir minha voz e não disse alô e dava pra saber que era um bar e meu marido não sai do bar, ele me disse que tem um amigo caminhoneiro e o celular que a pessoa usou era do marido dela, com quem eu conversei me passando por vendedora e no dia seguinte o mesmo homem me ligou inventou uma desculpa, só que liguei pra ele na quinta e ele me ligou na sexta-feira de caldas nova cheguei a conclusão ser a mesma pessoa.Meu marido gritou me chamou de louca e não quer saber de conversa só que eu dei liberdade pra ele procurando respeitar seu lado mas depois de 22 anos juntos descobri um vazio que só Deus para me dar força e meus filhos. Ele some, diz que não gosta de celular, não sai com a família e o irmão dele me deu conselho para eu pedir para alguem de confiança se informar sobre o tal celular.Preciso saber se não estou vendo algo que não existe.


  • Lulu Ribeiro
    Lulu Ribeiro comentou:
    14/02/2010 | 15:23

    Li a matéria e achei interessante. Acho que pensar que 'mais vale só do que mal acompanhada' só vale mesmo quando a pessoa com quem está connosco é realmente uma má pessoa, e quando eu digo uma má pessoa refiro-me alguém sem caracter. Agora referindo a um relacionamento em crise, eu acho que é uma questão de compreensão, de ser um pouco maleável com o parceiro e tentar entender realmente a situação, em vez de ouvir apenas o que o parceiro diz durante as discussões, o que temos mesmo de fazer é ler as entrelinhas. Nem tudo é dito com palavras, há coisas que para se entender temos de refletir, não ser egoísta e colocar-se no lugar do parceiro e tentar entender como relmente ele se sente com a situação e pensar o que sentiria se estivesse no seu lugar e se gostasse da pressão que por vezes fazemos. Mas uma coisa é ser maleável, outra completamente diferente é aceitar tudo o que parceiro faz. Temos de impor respeito e limites, aceitar abusos nunca foi e nem nunca será tipo algum de relacionamento, então aí podemos dizer: MAIS VALE SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA.


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