comentários (36)Filhos também são determinantes nessa crise. Eliane destaca que o sétimo ano de relacionamento coincide com um momento crucial na vida familiar. "É o fim da primeira infância da criança, quando ela já começa a criar independência e o relacionamento de homem e mulher, que tinha se transformado em relacionamento de pais, é retomado, agora em uma nova estrutura", analisa.
Ela lembra que o número sete é cíclico e que marca diferentes fases. "Aos 14 anos, acontece a entrada dos filhos na adolescência e o assunto sexualidade fica muito presente. Nesse momento, os pais, que estão chegando na meia-idade, vivem isso novamente e surge uma espécie de necessidade de provar para o outro que o fogo da conquista e do sexo não se acabaram. É uma fase em que os adultérios são muito comuns", afirma.
Depois disso, aos 21, os filhos se tornam adultos e, por volta dos 28, saem de casa. "Acontece, então, o que chamamos de ninho vazio: mais um momento difícil, de muita depressão", completa Eliane.
Autoconhecimento X Angústia
O sete é também o número do autoconhecimento e, segundo a numeróloga Catarina Gonçalves, o reflexo disso em um casamento é o começo de uma crise. "No sétimo ano de relação, os parceiros se voltam para questões interiores e individuais. É um período de muitas angústias e questionamentos, cujas respostas cada um vai acabar encontrando naquilo que supõe ser defeitos, no outro. É um momento de descobertas, decepções e, consequentemente, de desencanto profundo", esclarece.
Elaine Cotrim revela que, para reverter o quadro, é preciso acima de tudo muita força de vontade. "A crise passa naturalmente, mas para isso é fundamental muita paciência. Por isso, casais com experiências de outras relações ou que não se casaram tão cedo, superam as dificuldades com mais facilidade", acrescenta.
Divórcios
O advogado Guilhermo Paes, especializado em Direto da Família, garante que cerca de 70% dos divórcios acontecem quando os casais têm menos de dez anos de casamento. "É inegável que haja uma banalização do matrimônio. Já vi gente indo para a igreja três meses depois de se conhecer", diz. De acordo com ele, as queixas mais freqüentes de quem se separa com pouco tempo de convívio são, principalmente, as críticas disparadas pelo outro. "Normalmente, eles reclamam de ausência de reciprocidade e mutualidade, ou seja, os dois já não têm mais os mesmos objetivos e prioridades. Com isso, os estilos de vida entram em conflito e os dois acabam se sentindo desrespeitados em suas vontades", assinala.
Entretanto, o motivo da crise pode ser mitológico. A terapeuta Eliane Cotrim ressalta que, algumas vezes, o medo dos sete anos acaba causando uma espécie de pré-disposição. "Isso se instala no inconsciente da relação e o mito acaba se concretizando, sem nenhum fundamento real", comenta ela, lembrando que problemas do tipo são comuns em qualquer casamento, mas não devem ser tomados como regra. "É muito importante que uma relação seja mantida com o prazer de estar com o outro e não com o objetivo quase cego de se completar. Assim, a compreensão, o companheirismo e o amor ficam mais fortes", finaliza.
LEIA TAMBÉM:
- 10 coisas para saber sobre os homens - Um guia para você entender, de vez, o que se passa na cabeça deles
- 13 repelentes de homem - Descubra o que, na visão deles, você não pode fazer de jeito nenhum na hora da conquista
- DR construtiva - Vai discutir a relação? Veja 5 dicas para que esta conversa valha a pena
Você
Bolsa de mulher © 2000/2012 | Direitos Reservados
ou Cadastre-se