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Será que uma crise pode ter final feliz? Sim, com certeza! "A crise é como uma "prova", um degrau de evolução no relacionamento que vai testar se o amor é verdadeiramente forte e também a capacidade pessoal da dupla", afirma Roberto Dantas. Passar pela crise fortalecerá o casal para outros conflitos que virão. "Salvar o casamento significa aproveitar positivamente a oportunidade dos parceiros de amadurecerem na relação através do que viveram. Para isso, devem conversar, mudar o que for necessário e ceder, mesmo sendo difícil. Deve haver disposição de ambas as partes para manter o relacionamento após a crise, transpondo-a", finaliza.
Foi o que fez a gerente de vendas Júlia Lopes. Ela passou por maus momentos com seu marido Renato, mas com a ajuda dele, deu a volta por cima. "Meu casamento andava morno quando fui promovida. Depois de sete anos juntos, a rotina tinha se instalado. A promoção me tirou de um setor complicado, que me esgotava emocionalmente, para me alojar em um ambiente com pessoas agradáveis e motivadas. Além disso, adorei o novo cargo. Empolgada, fui assumindo mil projetos e reuniões, e o Renato ficando em segundo plano. Reconheço que cheguei a me sentir atraída por um colega", relata.
A situação foi suficiente para piorar a relação que já não ia bem. Renato não gostava de ouvir sobre o trabalho e Júlia, irritada com a recepção ruim do companheiro, desistia de conversar. Ficaram quase sem diálogo por cerca de dois meses. Mas não passou disso. "Renato mudou. Em vez de reclamar da atenção que eu dava ao trabalho, começou a preparar surpresas, planejar jantares e cinemas, coisas que há muito não fazíamos. Fiquei tão animada que parei de falar de trabalho. Entendi o recado. E me apaixonei de novo", conta.
Depois de tudo, Júlia reconhece a importância do episódio. Diz que, mesmo sem a promoção, uma crise era iminente em seu casamento. E que se tivesse ocorrido em situações diferentes, talvez o resultado não fosse o mesmo. "Não sei se foi o ciúme que o tirou da inércia, mas funcionou. Hoje estamos em sintonia e não deixamos a peteca cair. Marasmo, nunca mais!", afirma, enfática.
No final, é essencial valorizar o que foi aprendido. Obviamente, não é o desejo de ninguém abrir mão de um relacionamento. Mas, mesmo que isso ocorra, é importante refletir e não desperdiçar o novo conhecimento, pois são informações sobre si mesmo, como vê a vida e o que realmente deseja dela.
Outro aspecto fundamental é avaliar seus próprios erros, o que você poderia ter feito diferente para fazê-lo no futuro, já que, infelizmente, outras crises virão. Bem, outros amores também. Roberto Shinyashiki concorda. "Por mais que a humanidade evolua, há uma questão que dificilmente vai se modificar: amar (e ser amado) continua e continuará sendo uma das maiores buscas do ser humano. A presença de um companheiro afetivo é vital para todos os seres humanos se descobrirem como seres de amor", finaliza.
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