Amor

Crise conjugal

por Ana Brasil | 18/01/2010

Antes de jogar a toalha, lute pelo seu tão sonhado final feliz. Veja como!


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Crise conjugal

Será que uma crise pode ter final feliz? Sim, com certeza! "A crise é como uma "prova", um degrau de evolução no relacionamento que vai testar se o amor é verdadeiramente forte e também a capacidade pessoal da dupla", afirma Roberto Dantas. Passar pela crise fortalecerá o casal para outros conflitos que virão. "Salvar o casamento significa aproveitar positivamente a oportunidade dos parceiros de amadurecerem na relação através do que viveram. Para isso, devem conversar, mudar o que for necessário e ceder, mesmo sendo difícil. Deve haver disposição de ambas as partes para manter o relacionamento após a crise, transpondo-a", finaliza.

“Por mais que a humanidade evolua, há uma questão que dificilmente vai se modificar: amar (e ser amado) continua e continuará sendo uma das maiores buscas do ser humano”

Foi o que fez a gerente de vendas Júlia Lopes. Ela passou por maus momentos com seu marido Renato, mas com a ajuda dele, deu a volta por cima. "Meu casamento andava morno quando fui promovida. Depois de sete anos juntos, a rotina tinha se instalado. A promoção me tirou de um setor complicado, que me esgotava emocionalmente, para me alojar em um ambiente com pessoas agradáveis e motivadas. Além disso, adorei o novo cargo. Empolgada, fui assumindo mil projetos e reuniões, e o Renato ficando em segundo plano. Reconheço que cheguei a me sentir atraída por um colega", relata.

A situação foi suficiente para piorar a relação que já não ia bem. Renato não gostava de ouvir sobre o trabalho e Júlia, irritada com a recepção ruim do companheiro, desistia de conversar. Ficaram quase sem diálogo por cerca de dois meses. Mas não passou disso. "Renato mudou. Em vez de reclamar da atenção que eu dava ao trabalho, começou a preparar surpresas, planejar jantares e cinemas, coisas que há muito não fazíamos. Fiquei tão animada que parei de falar de trabalho. Entendi o recado. E me apaixonei de novo", conta.

Depois de tudo, Júlia reconhece a importância do episódio. Diz que, mesmo sem a promoção, uma crise era iminente em seu casamento. E que se tivesse ocorrido em situações diferentes, talvez o resultado não fosse o mesmo. "Não sei se foi o ciúme que o tirou da inércia, mas funcionou. Hoje estamos em sintonia e não deixamos a peteca cair. Marasmo, nunca mais!", afirma, enfática.

No final, é essencial valorizar o que foi aprendido. Obviamente, não é o desejo de ninguém abrir mão de um relacionamento. Mas, mesmo que isso ocorra, é importante refletir e não desperdiçar o novo conhecimento, pois são informações sobre si mesmo, como vê a vida e o que realmente deseja dela.

Outro aspecto fundamental é avaliar seus próprios erros, o que você poderia ter feito diferente para fazê-lo no futuro, já que, infelizmente, outras crises virão. Bem, outros amores também. Roberto Shinyashiki concorda. "Por mais que a humanidade evolua, há uma questão que dificilmente vai se modificar: amar (e ser amado) continua e continuará sendo uma das maiores buscas do ser humano. A presença de um companheiro afetivo é vital para todos os seres humanos se descobrirem como seres de amor", finaliza.


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últimos comentários (51)

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  • deja.09_taurina
    deja.09_taurina comentou:
    30/12/2010 | 12:00

    Parabéns pela matéria !

    A toalha está caindo devagarinho...

    Hoje, tanto o homem quanto a mulher, precisam dialogar, serem cumplices no relacionamento do dia-a dia...Mas, as vezes, encontramos barreiras pelo o que fomos e somos, pelos valores adquiridos de uma sociedade, de uma família, que é o que acontece comigo. Casada, há 22 anos, sem filhos, vivo um casamento de aparências há 10 anos..Nos aceitamos, nos respeitamos, vivemos na mesma casa, sentamos à mesa, fazemos nossas refeiçôes juntos, rimos juntos e dormimos na mesma cama, mas não fazemos sexo! Nós, simplesmente , silenciamos diante da situação. Eu, medo de feri-lo,não o questiono. Não consigo buscar ou descobrir o que está oculto..Ninguém vive sem o contato físico, sem o aconchego do abraço, dos carinhos, dos sussurros...do te amo...
    Depois da matéria lida, concluo que o homem realmente tem medo da solidão, das decisões e não são tão intempestivos como parecem...Acredito que, a mulher de hoje os assustam..


  • LouhMarques
    LouhMarques comentou:
    12/12/2010 | 09:13

    Sempre fui de tentar, incessantemente, por uma continuidade saudável em meus relacionamentos, por acreditar que ainda valiam a pena claro, mas creio que isso seja relativo, pois cada um de nós tem limites diferentes uns dos outros. O que prá mim, possa parecer uma eternidade de tentativas aos olhos do outro (quem está de fora), para este outro, poderá parecer pouco tempo de luta aos meus, entendem? A verdade é que cada um sabe "onde o sapato aperta" e, prá continuar seguindo na vida, é preciso ter coragem de tirar os sapatos ou, de pelo menos, trocá-los por um par mais confortável! Viver sustentando uma relação insatisfatória por sentir medo de um fim ou por hábito é que não rola!!! ,)


  • benzin
    benzin comentou:
    03/12/2010 | 14:18

    pois éh! venho passando por uma etapa,pós infidelidade por 2 anos.e tenho relutado muito,entre valores reais,morais, e a decepção de ter dedicado 30 anos de luta,sacrifício,vitórias e derrotas.3 filhos jovens,lindos,apaixonados pelo pai herói,ainda me pergunto,o que teria motivado meu marido a comprometer sua honra,dignidade e família,por algo que nem ele sabe exatamente o que queria provar.alegou que é porque queria viver uma aventura.e agora estamos tentando sermos namoridos.é estranho.muito estranho.porque tambem tenho receios.como se ele fosse um estranho.aquele cara,tão maravilhoso,parece ter desaparecido,para então entrar em cena,alguem com uma mancha tão indecente,meio cruel,com alguem que era tão amiga .queria encontrar alguma falha em mim.que justificasse o que tenho vivido.mas exercito a humildade.agora exijo mais.dele.mas como saber se dará certo?nunca saberemos,mas se não tentarmos...teremos desistido de tantos anos de convivência,cumplicidade,e uma linda estória de amor.tentar sim....mas...sem hipocrisia.











    6encia


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