Amor

Crise conjugal

por Ana Brasil | 18/01/2010

Antes de jogar a toalha, lute pelo seu tão sonhado final feliz. Veja como!




Crise conjugal

Nem todos casos demoram a se resolver. Os problemas no casamento da jornalista Carolina Mendonça surgiram de repente, pegando-a totalmente desprevenida. Até hoje, quase dois ano depois de sua separação, ela afirma não ter a menor idéia do que provocou a crise. "Nós paramos de conversar à noite depois do trabalho porque não tínhamos mais assunto. Comecei a perceber que o carinho, a atenção e a presença não eram mais os mesmos", comenta.

Você sabe perdoar? Faça o teste!

Dois meses depois, ela estava de volta na casa da mãe. Mas afirma que lutou pela relação: "Quem não tenta salvar um casamento em crise não está mais interessado na relação. No final, fica a sensação de que poderíamos ter feito algo a mais. Eu me considero uma feliz exceção, tenho certeza que não iria adiantar", assegura. Carolina conta que seu ex, Ricardo, não só se esquivou de tentar salvar a relação, como teve medo de ser sincero. "Ele minou o relacionamento aos poucos. Virei o jogo e 'pedi pra sair'. A situação estava tão ruim que um dia brigamos feio só porque fiz pouco arroz para o jantar. Foi o fim da picada", esclarece.

Empenho é preciso

Seja por dois meses ou dois anos, é importante se empenhar para salvar um relacionamento construído com tanto esmero e não encará-lo como descartável. Hoje tudo vem e vai muito rápido e as pessoas tendem a perceber as relações afetivas desta mesma forma. A psicóloga Heve Gomes de Barros comenta este aspecto do momento atual. "Vivemos sob o mandato do 'seja feliz a qualquer preço' ou 'tudo é possível'. Esta promessa de facilidades leva as pessoas a investirem pouco nas relações. Ao menor sintoma de desconforto, o alerta indica que é hora de pular fora. Rápido como sinal dos tempos", explica.

Ele é a sua alma gêmea? Faça o teste!

Ana e Carolina seguiram em frente e não se arrependem do ponto final em suas relações. "Achei que ia ficar péssima, mas aconteceu exatamente o contrário: me senti livre, aliviada, como se tivesse tirado um peso enorme das costas. Tudo aquilo estava me fazendo um mal enorme e eu nem percebia", conta Ana Helena. Carolina faz coro: "Foi a melhor coisa que fiz. Dá medo de mudar, mas você tem que ser forte e fazer o que é melhor para você. Não dá para ficar em um relacionamento em ruínas, te colocando para baixo. Estou 100% feliz", completa.




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últimos comentários (51)

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  • deja.09_taurina
    deja.09_taurina comentou:
    30/12/2010 | 12:00

    Parabéns pela matéria !

    A toalha está caindo devagarinho...

    Hoje, tanto o homem quanto a mulher, precisam dialogar, serem cumplices no relacionamento do dia-a dia...Mas, as vezes, encontramos barreiras pelo o que fomos e somos, pelos valores adquiridos de uma sociedade, de uma família, que é o que acontece comigo. Casada, há 22 anos, sem filhos, vivo um casamento de aparências há 10 anos..Nos aceitamos, nos respeitamos, vivemos na mesma casa, sentamos à mesa, fazemos nossas refeiçôes juntos, rimos juntos e dormimos na mesma cama, mas não fazemos sexo! Nós, simplesmente , silenciamos diante da situação. Eu, medo de feri-lo,não o questiono. Não consigo buscar ou descobrir o que está oculto..Ninguém vive sem o contato físico, sem o aconchego do abraço, dos carinhos, dos sussurros...do te amo...
    Depois da matéria lida, concluo que o homem realmente tem medo da solidão, das decisões e não são tão intempestivos como parecem...Acredito que, a mulher de hoje os assustam..


  • LouhMarques
    LouhMarques comentou:
    12/12/2010 | 09:13

    Sempre fui de tentar, incessantemente, por uma continuidade saudável em meus relacionamentos, por acreditar que ainda valiam a pena claro, mas creio que isso seja relativo, pois cada um de nós tem limites diferentes uns dos outros. O que prá mim, possa parecer uma eternidade de tentativas aos olhos do outro (quem está de fora), para este outro, poderá parecer pouco tempo de luta aos meus, entendem? A verdade é que cada um sabe "onde o sapato aperta" e, prá continuar seguindo na vida, é preciso ter coragem de tirar os sapatos ou, de pelo menos, trocá-los por um par mais confortável! Viver sustentando uma relação insatisfatória por sentir medo de um fim ou por hábito é que não rola!!! ,)


  • benzin
    benzin comentou:
    03/12/2010 | 14:18

    pois éh! venho passando por uma etapa,pós infidelidade por 2 anos.e tenho relutado muito,entre valores reais,morais, e a decepção de ter dedicado 30 anos de luta,sacrifício,vitórias e derrotas.3 filhos jovens,lindos,apaixonados pelo pai herói,ainda me pergunto,o que teria motivado meu marido a comprometer sua honra,dignidade e família,por algo que nem ele sabe exatamente o que queria provar.alegou que é porque queria viver uma aventura.e agora estamos tentando sermos namoridos.é estranho.muito estranho.porque tambem tenho receios.como se ele fosse um estranho.aquele cara,tão maravilhoso,parece ter desaparecido,para então entrar em cena,alguem com uma mancha tão indecente,meio cruel,com alguem que era tão amiga .queria encontrar alguma falha em mim.que justificasse o que tenho vivido.mas exercito a humildade.agora exijo mais.dele.mas como saber se dará certo?nunca saberemos,mas se não tentarmos...teremos desistido de tantos anos de convivência,cumplicidade,e uma linda estória de amor.tentar sim....mas...sem hipocrisia.











    6encia


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