Amor

Como cães e gatos

por Mônica Vitória | 26/04/2010

Existem casais que vivem em constante clima de guerra e paz. O que fazer?


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É verdade que o surgimento de uma situação adversa, um mal-entendido ou uma pequena grosseria sem propósito significa, para muitos, o estopim de uma bomba. Isso pode indicar imaturidade ou falta de tato e paciência para lidar com o outro. Para a psicóloga Cecília Zylberstajn é muito mais válido tentar chegar a um acordo e dar preferência ao diálogo, ao invés da discussão.

"A forma saudável de lidar com as diferenças é comunicar ao parceiro da forma mais clara possível o que incomoda e o que precisa que o outro faça para ficar bem. Muitas pessoas apenas reclamam do outro mas se esquecem da coisa mais preciosa: indicar ao outro o que desejam. Mostrar a expectativa de conduta é mais importante que fixar-se no comportamento que incomoda", recomenda Cecília.

Segundo Cecília, o melhor a se fazer quando existe uma tensão é "deixar esfriar", ou seja, não discutir no afã do momento, que é quando podemos falar coisas que magoam o parceiro além da conta. "O ideal é esperar os ânimos se acalmarem e conversar depois, quando ambos estiverem calmos e tiverem pensado", aconselha a psicóloga.

Uma pimenta forte demais

Há casais, no entanto, que acreditam que brigar costuma ser afrodisíaco. Algumas pessoas afirmam até que provocam pequenas discussões só para depois fazer as pazes com o parceiro. Carolina Grecchi, por exemplo, revela que já fez isso. "Brincamos de implicar um com o outro porque é divertido. Tem vezes, é claro, que acabamos indo longe demais. Já terminei com o Leo por causa de um bate-boca que começou assim. Nossos amigos dizem que parecemos mais irmãos do que namorados, mas acho que isso nos ajuda a descobrir mais sobre o outro", conta.

Para Alana Barros, o respeito mútuo e o envolvimento do casal deve ser maior que uma simples rusga. "Quando nos permitimos perdoar pequenos deslizes e palavras impensadas, fica mais fácil. E, realmente, existem brigas que deixam a relação mais apimentada, menos monótona. Não são poucas as vezes que resolvemos nossas diferenças na cama. A melhor parte da briga é a reconciliação", diz Alana.

Cecília Zylberstajn alerta que gerar desentendimento para "esquentar" a paixão ou somente para fazer as pazes depois é um comportamento similar a um vício. As brigas e términos constantes podem ser sinais de insegurança. "É uma maneira ineficiente de testar os limites da relação, bem como o amor e o compromisso do parceiro consigo, seguindo a lógica: 'se ele(a) gostar mesmo de mim, irá sofrer e implorar para volta'. A pessoa precisa constantemente das brigas e das pazes para sentir-se segura. Mas esta forma é ineficiente porque não cria as bases para um vínculo de confiança e segurança", adverte a psicóloga.

Os repetidos "latidos" e "arranhões" entre o casal podem dar origem a ofensas e cicatrizes não tão fáceis de serem esquecidas, como foi o caso de Beatriz. Por isso, a psicóloga indica que, se um dos parceiros estiver se sentindo incomodado e não conseguir dar jeito nos desentendimentos, que procure um terapeuta de casais, antes que seja tarde demais. "O profissional ajudará o casal a encontrar formas alternativas de comunicação. A psicoterapia individual também é indicada para que a pessoa entenda a insegurança pessoal que provoca as brigas e, com isso, seja capaz de criar laços maduros e emocionalmente estáveis", frisa.

Cecília lembra, ainda, a importância de se buscar o equilíbrio do relacionamento com base no carinho. "Uma relação baseada no amor tem como objetivo o crescimento dos dois e, conseqüentemente, da relação. As brigas constantes são contraproducentes com este objetivo, pois não mostram o caminho da mudança positiva, e só enfocam o que está errado, e ainda de maneira agressiva e destrutiva. Dizer algo ao outro com amor é dizer com respeito e humildade, para o desenvolvimento do outro como companheiro e como pessoa", ressalta.

* O nome foi alterado a pedido da entrevistada.

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últimos comentários (40)

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  • BLsempre
    BLsempre comentou:
    13/12/2010 | 10:19

    as brigas me cansam e eu faço de tudo pra evitar, mas "a como culpa não é minha", sempre brigamos de novo...


  • Mony de Ébano
    Mony de Ébano comentou:
    08/12/2010 | 16:31

    É uma situação que sempre deixa ambas as partes machucadas. O diálogo é bem vindo, para que se evite esse tipo de situação. Ouvir o que o outro tem a dizer, expor o que não acha legal e buscar solução para evitar, é uma boa.


  • janamvasconcelos
    janamvasconcelos comentou:
    21/07/2010 | 15:01

    O problema é qunado uma das partes, mesmo sabendo que está equivocado ou mesmo dizendo a mesma coisa de forma diferente, não aceita pois a palavra final tem que ser sempre dele/dela. Isso desgasta sobremaneira o relacionamento, levando a mais brigas e discussões... relacionamento é mesmo muito difícil...


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