lvci0 comentou:
26/05/2011 | 14:28
Deixem eu meter o nariz em conversa de mulher. Em primeiro lugar quero dizer que os verdadeiros amigos são amigos para sempre, mesmo que a vida de cada um os leve a afastarem-se. O meu melhor amigo, de há 23 anos para cá, só o vi meia dúzia de vezes e não foi por isso que deixamos de ser amigos. mantemos contacto telefónico de vez em quando, e eu sei que no dia em que eu precisar dele ele vai estar pronto para me ajudar e o contrário tambem é válido. Com a minha esposa passa-se exactamente o mesmo. Ela veio do Brasil para Portugal para casar comigo e deixou as amigas aí. Mas as melhores, continuam em contacto com ela e sempre que houve oportunidade encontraram-se (muito raras vezes) e foi sempre uma festa.
Agora eu. Quando comecei a namorar, afastei-me mais dos amigos para ficar com a minha namorada e os meus bons amigos compreenderam. Os outros não me interessam. Quando casei afastei-me ainda mais dos amigos e os bons amigos voltaram a compreender... Alguém antes de mim, por aqui disse que os casamentos podem acabar mas os amigos não. É um engano muito grande. Em condições normais, os amigos vão mudando ao longo da nossa vida (só um ou outro mais especial permanece, mesmo quando há distância), e o casamento, o mais habitual é durar para toda a vida (por enquanto a maior parte dos casamentos não dá em divórcio). Quando casei, casei com a mulher da minha vida, convencido que era para sempre. Se corresse mal, eu separar-me-ia, mas nem pensei nisso quando casei. A minha esposa, desde o namoro e mais ainda depois do casamente transformou-se na pessoa com quem mais converso, com quem desabafo os problemas, com quem me divirto mais, com quem mais saio, a pessoa a quem mais acarinho, e o contrário (dela em relação a mim) também se passa. Portanto, a minha mulher, não só é o amor da minha vida, como é também, de longe, a minha melhor amiga, e eu dela. Tenho quase 23 anos de casado. Sempre preferi estar com a minha esposa do que com qualquer outro amigo e nem ponho essa escolha em dúvida. E com ela em relação a mim passa-se o mesmo.
Só muito raramente saio com os amigos, sem a minha mulher (em 23 anos os dedos da mão chegam para contar e ainda sobram). E é assim que eu me sinto feliz.
ou Cadastre-se