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Tem momentos na vida em que não queremos nada mais além de um ombro amigo. Aquele que nos deixa bem à vontade para contar as maiores besteiras, ou apenas lamentar os pequenos problemas do dia-a-dia. Um amigo cúmplice de nossos erros, entusiasta de nossos feitos ou simplesmente que pára e ri ao nosso lado. Há quem diga que amigos são somente amigos e os amores devem estar à parte. Porém, nada impede que em meio a tantas afinidades surja um interesse a mais. Desafiar esse frágil limite entre amor fraterno e o puro romance é uma aventura prazerosa e divertida para muitas mulheres que descobriram que amizade pode se tornar algo bem mais colorido.
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Entre longas conversas e beijos calorosos, a amizade entre a psicóloga Beatrice Freitas e um de seus ex-colegas de trabalho vai muito bem, obrigada. Os dois se conheceram durante uma temporada de trabalho nos Estados Unidos. A amizade mesmo só veio tempos depois, já de volta ao Brasil, em uma festa organizada por amigos da viagem. O encontro rendeu uma noite de bate-papo e a admiração instantânea por parte de Beatrice. "Já havia tomado três doses de tequila e então chega ele na festa, vestindo numa bata azul. Adoro homem de bata! Fiquei vidrada nele a noite toda e adorando a conversa", conta a psicóloga.
No dia seguinte, um novo encontro. Entre risos, drinks e assuntos dos mais variados, os dois se beijaram. Beatrice curtia seu momento amizade colorida, quando viu os olhares curiosos de algumas colegas. Só então foi entender a razão do espanto geral: seu amigo era gay. "Quando me avisaram, fiquei surpresa, mas pensei: ‘se ele não está se importando, eu é que não vou me importar'", afirma. A amizade seguiu, os encontros se repetiram e os beijos continuaram. Beatriz confessa não entender o que acontece entre os dois e diz já ter questionado seu amigo sobre o relacionamento. "Ele é gay. Gosta mesmo de homem, mas diz que quando a gente se cruza, pega fogo. Somos muito amigos, acho que a forma que encontramos de demonstrar a intensidade disso é ficando junto", admite.
O relacionamento que pode parecer confuso para muitos é muito bem resolvido na cabeça do casal de amigos. Para Beatrice, apesar do carinho e da afinidade entre os dois, não há chances da história se tornar um verdadeiro romance. "A gente se dá muito bem no beijo, mas não tenho vontade de transar com ele, por exemplo. Acho-o muito sensual, mas não é algo sexual. Aproveitamos o tempo juntos e sei que depois não haverá cobranças, continuaremos amigos", conclui.
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