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E-lixo

por Carolina Mouta | 09/12/2009

Natal: hora de trocar os gadgets. Mas o que fazer com os descartados?


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E-lixo

Está chegando o Natal. Época de compras, de promoções imperdíveis, de troca de presentes e de satisfazer alguns desejos: como aquele celular novo, um notebook mais moderno e a TV de LED para a sala. Mas o que fazer com os aparelhos "aposentados"? Se você pensou em responder com um simples "jogar no lixo", pode parar. Este material, além de demorar muito para se decompor, pode ser tóxico e prejudicial à sua saúde e à do planeta. Pensar no destino desses objetos é hoje um dos nossos grandes desafios.

Teste: você sabe o que se passa no planeta?

Para começar, existe até um nome para esse tipo de sujeira: e-lixo ou lixo eletro-eletrônico. E haja lixo. Na lista estão geladeiras, aparelhos de som, televisores, computadores, celulares, micro-ondas e por aí vai... Segundo o Greenpeace, são produzidas, por ano, mais de 50 milhões de toneladas de detritos desse tipo no mundo. E este número só cresce. Para se ter idéia, só no Brasil há mais de 140 milhões de celulares (estamos em terceiro no ranking, só perdendo para a China e para a Índia) e 30 milhões de computadores - que chegarão a 100 milhões até 2.015. Este volume de coisas está prontinho para o descarte em pouco tempo.

“Com o consumismo em alta e com a tecnologia se renovando a cada dia, há um aumento exorbitante desta modalidade. As leis ainda não obrigam fabricantes e vendedores a darem a destinação ao material comercializado, como em alguns países do primeiro mundo”

E isso tudo é culpa nossa (sim, não fuja da raia!)."Com o consumismo em alta e com a tecnologia se renovando a cada dia, há um aumento exorbitante desta modalidade. As leis ainda não obrigam fabricantes e vendedores a darem a destinação ao material comercializado, como em alguns países do primeiro mundo", alerta Alex Gonçalves, idealizador da Associação de Recicladores de Lixo Eletroeletrônico, a ONG E-Lixo, que já recolheu cerca de 15 toneladas de materiais desde março de 2008, quando iniciou suas atividades em Londrina, Paraná.

Legislação brasileira não ajuda

De acordo com Carlos Silva Filho, Coordenador de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), a ausência de leis que tornem obrigatória a disponibilização de informações dificulta a obtenção correta das estatísticas. "As iniciativas verificadas decorrem muito mais da voluntariedade de empresas, instituições e pessoas, do que de uma política para o setor", atesta. Em Manaus, a maior "lixeira digital do país", por causa das indústrias de eletroeletrônicos, o que é descartado pelo controle de qualidade das fábricas agora vai direto para a reciclagem. É a responsabilidade ambiental crescendo dentro das empresas.

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últimos comentários (2)

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  • luma_74
    luma_74 comentou:
    18/05/2009 | 11:43

    No Brasil é muito dificil ser ecologicamente correto!
    Tudo é muito dificil (se voces que moram em cidades grandes reclamam imagine aqui onde eu moro.)
    Mas a ideia da doação é sempre valida


  • Nane mouk
    Nane mouk comentou:
    27/01/2009 | 14:35

    é verdade muito legal essa inictaiva principalmente a de doar algo para que otras pessoas possam ter acesso a tecnologia sendo como consequência inseridos nesse mundo globalizado e en constante mudança!



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    Você
    :D


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