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Fim de ano: controle o bolso!

É possível resistir às tentações e não gastar muito nesta época

Por Carolina Mouta • 20/11/2008

Dezembro é o último mês do ano e sinônimo de 13° salário. Fim de ano é tempo de gastar com presentes e festas. Essa combinação é tão explosiva que pode acarretar um estrago no seu bolso. Mas, como resistir às tentações natalinas, aos apelos ao consumo e controlar os gastos para não estourar o orçamento e ter surpresas em janeiro?

Segundo o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, a regra é simples: "Ao sair às compras, deve-se conhecer a verba que está disponível para isso. Esse teto é importante para dar disciplina, e deve ser estabelecido depois de colocar todas as contas do mês na ponta do lápis, para que não gastemos mais do que temos".

Na pressa, sempre deixamos de negociar e pegamos o que encontramos pela frente. Isso custa caro

O uso do 13° deve seguir regrinhas bem rígidas, para que os problemas deste ano não figurem no ano seguinte. E isso vale, principalmente, para quem ficou na corda bamba o ano todo. "Em primeiro lugar, devemos quitar as dívidas, principalmente o uso do cheque especial e o rotativo do cartão de crédito", aconselha Cerbasi que é autor de vários livros, entre eles Casais inteligentes enriquecem juntos e Filhos inteligentes enriquecem sozinhos, ambos da Editora Gente.

Quitadas as dívidas e sobrando dinheiro, devemos fazer as contas dos grandes gastos de janeiro (IPTU, IPVA, matrículas escolares) e procurar reservar recursos para quitar esses compromissos à vista. "Os descontos oferecidos para quem paga à vista são vantajosos. Entretanto, a maior vantagem está no fato de eliminarmos aquele indesejável parcelamento dos impostos, que esgotam nosso orçamento por todo o ano. O ideal é que acumulássemos uma reserva para esses compromissos ao longo do ano, poupando para ganhar juros, e não parcelando em janeiro para pagar juros", explica o consultor.

Quem não fez esse planejamento básico não adianta chorar sobre o leite derramado. De acordo com Cerbasi, o jeito é comprometer o 13º salário e, conseqüentemente, as celebrações de final de ano. Por outro lado, quem tem sua reservinha para os grandes gastos pode contar com valor extra para curtir boas férias ou ir às compras.

Uma atitude prudente é ter em mãos uma lista das pessoas que queremos presentear, preferencialmente com uma idéia do tipo de presente que queremos comprar, para não cair na armadilha de correr atrás de presentes na última hora. "Na pressa, sempre deixamos de negociar e pegamos o que encontramos pela frente. Isso custa caro", alerta Gustavo.






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