Olha, há alguns anos, um jornalista fez-me uma pergunta interessante... Questionou-me sobre uma certa produtora muito famosa que, para viabilizar a montagem de um espetáculo teatral, posou para a Playboy.
O tal jornalista quis saber se eu faria o mesmo. Rsrsrsr...
Eu não tenho nada contra a Playboy. Pelo contrário. Considero-a uma revista inteligente e elegante, que jamais vulgarizou quem não quisesse ser vulgarizada.
A ideia de posar nua para divulgar um espetáculo foi uma tacada genial da tal produtora, que é também atriz. O que considero um grande marketing. Grande prova de inteligência.
É o que sempre digo: cada um mostra o que pode na revista. Algumas, as genitálias. Outras, também ideias.
Pertenço, no entanto, a uma terceira categoria: a das mulheres que só mostram ideias.
Em meu ofício, também consegui credibilidade e respeito usando o meu melhor órgão sexual: meu cérebro, porque quer na vida pessoal ou na profissão é a cabeça quem comanda o prazer. E meu ofício me presenteia todos os dias com satisfações orgásmicas. Não deixo de ter uma relação libidinosa com meu trabalho, sem precisar sentar-me sobre o \\\\\\\\\\\\\\\"ganhador.\\\\\\\\\\\\\\\"
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