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Os olhinhos brilham quando eles aparecem na televisão. São modelos do que as crianças querem ser quando crescer: fortes, talentosos, justos e invencíveis. Tanto é o sucesso, que os super-heróis saíram das telas dos desenhos animados e das revistinhas para virarem objeto de estudo da Mattel do Brasil, em conjunto com o instituto GFK Indicator.
Uma pesquisa realizada com meninos de seis a dez anos apontou que os heróis têm grande influência sobre o imaginário e a personalidade infantil. Eles incentivam o desenvolvimento de valores éticos e de justiça e ajudam os pequenos a enfrentar desafios e frustrações.
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Para a psicopedagoga e consultora pedagógica do Vitae Futurekids, Márcia Rodrigues, são inúmeros os impactos dos super-heróis na formação da personalidade das crianças. "Eles desempenham papel importante para vencer os medos, proteger os mais fracos, defender ideais e combater o inaceitável", analisa a especialista, que acredita que os mocinhos contribuem para a formação de conceitos de convívio em sociedade.
"Quando assistimos a desenhos, nos quais os heróis vencem os vilões, o sentimento que vem é o de alívio, conforto, amparo. A mensagem passada é a de que o "bem" sempre vence o "mal"", garante a psicopedagoga, explicando que a conduta dos super-heróis imprime aos pequenos valores como ética, coragem e humildade. "Seria um ensaio para a vida adulta, já que os super-heróis são modelos a serem respeitados e imitados", resume.
Os vilões têm uma parcela igualmente positiva para as crianças. Sem eles, os heróis não se legitimariam. E os pequenos não perceberiam que o bom é ser "do bem". "Todos possuímos um vilão e um herói dentro de nós. Brincando com o personagem mau, a criança aprende que pode vencer o seu vilão interno (a inveja, o ciúmes, a vaidade etc)", descreve Lídia Aratangy, psicóloga e consultora da pesquisa dirigida pela Mattel.
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