Corpo e Bem-estar

Enxaqueca: invista na prevenção

por Carolina Mouta | 12/07/2010

Médicos alertam para a necessidade de tratamento. Uso contínuo de analgésicos é condenado.




Enxaqueca: invista na prevenção

Muitos podem não dar a devida importância à enxaqueca, mas ela é coisa séria. Um estudo realizado pela Leiden University, na Holanda, evidencia que uma parte do cérebro, chamada de cerebelo, pode ser danificada progressivamente por ataques constantes da dor. O risco de derrames também aumenta. Mas, se controlada, a doença é inofensiva.

Sem tratamento, a qualidade de vida dos que sofrem com as dores de cabeça é, muitas vezes, prejudicada. "Muitos deixam de fazer atividades de lazer, perdem dias de trabalho ou estudo ou, precisam ir ao hospital receber medicação venosa", diz o neurologista Kleber Carmo.

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Conforme informações do Centro de Cefaléia São Paulo, esse tipo de dor é responsável por uma média de quatro dias de trabalho perdidos por ano, sem contar os que o paciente trabalha com dor, diminuindo a produtividade. O grau de comprometimento das atividades classifica as crises. As leves não prejudicam, já as moderadas, sim. As chamadas graves impossibilitam o paciente de fazer qualquer atividade.

Dúvidas sobre qual é a sua? Calcule aqui o impacto da dor.

Muitas vezes, a enxaqueca só vai embora quando o paciente lança mão de um medicamento. Mas o uso prolongado de substâncias para minimizar o desconforto pode ocasionar diversos problemas. Entre os efeitos, estão distúrbios dos sistemas digestivo e neurológico. Tomar analgésicos sem prescrição médica durante muito tempo é prejudicial. Os remédios acabam não tendo o efeito esperado e acabam aumentando a dor, pois acostumam o cérebro a não produzir a endorfina, que é um analgésico natural. "Vemos cada vez mais pacientes com piora pelo uso indiscriminado de analgésicos, chegando ao quadro de cefaléia crônica", alerta o Dr. Carmo.


Não adianta esperar a primeira pontada aparecer para tratar a enxaqueca. De acordo com o neurologista, as pessoas que já identificaram fatores desencadeantes devem evitá-los, além de modificar os hábitos. "Atividades físicas regulares, alimentação e sono podem ajudar. Não há um tratamento curativo, mas existem substâncias eficazes para tratar as crises e preveni-las, com impacto muito positivo", orienta.

O tratamento pode não eliminar por completo a cefaléia, mas reduz a freqüência e intensidade, tornando as crises mais facilmente controláveis. Aparecendo os sintomas, o melhor fazer uma consulta antes de qualquer comprimido. Somente o médico poderá avaliar o estado clínico e prescrever o tratamento adequado, aquele que realmente aliviará a dor, sem riscos à sua saúde.

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últimos comentários (4)

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  • sidifsa
    sidifsa comentou:
    31/07/2010 | 22:44

    Conviví com enxaqueca ao longo da minha vida,a melhor orientação foi de um neurologista q me dise: se vc se conhece, ao sentir os primeiros sinais tome logo um remédio orientado pelo seu médico, caso contrário, ela chegará e ai não adianta tomar o remédio depois da enxaqueca instalada,porque ela só sairá depois de um longo e doloroso período.


  • Cris D. C.
    Cris D. C. comentou:
    29/07/2010 | 00:03

    Eu ví uma reportagem hj sobre esse assunto e dizia q era bom ficar em um lugar mais escuro, uma compessa gelada na cabeça e ñ ficar deitada, apenas sentada. Pelo o q eu entedi, são dores q podem ocorrer nos dois lados da cabeça ou apenas em um só, mas acho q é preciso ir á um médico para saber o q vc realmente tem! ;D


  • sunflowersp
    sunflowersp comentou:
    28/07/2010 | 23:12

    Gaby, Eu sofro de enxaqueca há mais de 30 anos. Há uns 10 anos, passei por uma neurologista, que me fez algumas perguntas: 1. se eu convivia com dores de cabeça há mais de 2 anos; 2. se eu percebia quando as dores começavam; 3. se as dores passavam sem medicamento. Não sei maiores detalhes mas, a partir do momento que eu disse SIM a essas três simples perguntas, a neurologista me disse: você tem enxaqueca!


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